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08/04/2021

Série: Entendendo a Santa Missa

Liturgia da Palavra: Nela nos alimentamos da Palavra de Deus

Série: Entendendo a Santa Missa - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Continuando a Série “Entendendo a Santa Missa”, neste terceiro capítulo vamos falar sobre a Liturgia da Palavra. Usaremos mais uma vez a Instrução Geral do Missal Romano para nos ajudar a entender essa parte da Santa Missa.

 

A parte principal da Liturgia da Palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura com os cânticos intercalares. Essa primeira parte desenvolve-se e se conclui com a homilia, a Profissão de Fé e a oração universal, ou oração dos fiéis. Nas leituras, comentadas pela homilia, Deus fala ao seu povo, revela-lhe o mistério da redenção e salvação e oferece-lhe o alimento espiritual. Pela sua palavra, o próprio Cristo está presente no meio dos fiéis. Com o silêncio e com os cânticos a assembleia toma como sua essa Palavra Divina e a ela adere com a Profissão de Fé. Assim alimentada, eleva a Deus as suas preces na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.

 

A Liturgia da Palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impeça o recolhimento. Haja nela também breves momentos de silêncio, adaptados à assembleia reunida, nos quais, com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada, ecoando do coração humano como resposta pela oração. Pode ser oportuno, por exemplo, observar esses momentos de silêncio entre as leituras, bem como após a homilia.

 

As leituras nos colocam mais diretamente junto à mesa da Palavra de Deus e nos revelam os grandes tesouros da Sagrada Escritura. Quanto à sua disposição, elas devem ilustrar a unidade de ambos os Testamentos e da história da salvação. Não é permitido substituir as leituras e o salmo responsorial, que contêm a Palavra de Deus, por outros textos não bíblicos.

As leituras são proclamadas sempre do Ambão. A tradição da Igreja nos ensina que a função de proclamar as leituras não é presidencial, mas ministerial. Por isso, as leituras podem ser proclamadas por um leitor, reservando-se apenas o Evangelho para o ministro ordenado.

 

O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente é tomado do Lecionário. Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro local conveniente, recita os versículos do salmo. Toda a assembleia escuta sentada, participando do refrão.

 

Depois do salmo, durante a semana, ou da segunda leitura, aos domingos, acontece a aclamação ao Evangelho. Para isso canta-se o Aleluia, ou outro cântico, indicado pelas rubricas conforme o tempo litúrgico. Embora haja vários tipos de canto de aclamação, conforme indicação da tradição litúrgica, o Aleluia constitui o canto por excelência, sendo omitido apenas durante os domingos da Quaresma.

O evangelho é o ponto principal da Liturgia da Palavra, como palavra de Cristo. Por isso, durante a sua leitura, a assembleia acompanha de pé e com profundo respeito. Por meio da escuta atenta do evangelho reconhecemos e confessamos que é Cristo vivo e presente no meio de nós que nos fala.

 

A homilia é uma parte muito importante da Liturgia da Palavra. Pela sua importância, em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco dedicou vários parágrafos à homilia. Na celebração da missa a homilia sempre será realizada por um ministro ordenado.

A profissão de fé é feita sempre aos domingos e demais solenidades. Nela os fiéis dão uma resposta à Palavra de Deus, dizendo que professam verdadeiramente a fé cristã, mencionando alguns de seus principais dogmas.

 

Após a profissão de fé, acontece a oração universal, também conhecida como oração dos fiéis. Nela fazemos nossos pedidos, sempre interpelados pela provocação recebida da Palavra de Deus, na certeza de que seremos atendidos. Convém que em todas as Missas com participação do povo se faça essa oração, em que se pede pela Santa Igreja, pelos governantes, pelos que se encontram em necessidade, por todos os homens em geral e pela salvação do mundo inteiro.

 

Marcos Paulo Mota e Equipe Canto e Liturgia da Arquidiocese de Goiânia

 

 

Para entender melhor a nossa série, confira as edições anteriores:

Santa Missa: o Ato Supremo da nossa fé

Ritos Iniciais