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22/07/2020

IMACULADA SOLIDÁRIA MERCADO ZERO

Solidariedade

IMACULADA SOLIDÁRIA MERCADO ZERO - Vida Cristã - Arquidiocese de Goiânia

Diante de tamanha crise pandêmica que enfrentamos e presenciando o sofrimento de tantas famílias que participam da nossa Paróquia Imaculada Conceição, onde a maioria da população sobrevive de renda mínima, tendo um salário ou dois no máximo, sentimos a necessidade de criar um projeto em que todos pudessem participar e, ao mesmo tempo, que atendesse a necessidade dos que estão enfrentando graves dificuldades, tendo carência do básico.

Não se trata de um projeto novo ou invenção, mas daquilo que sugere a própria Sagrada Escritura, referindo-se ao início da organização das comunidades cristãs. Tomamos como base o relato bíblico dos Atos dos Apóstolos, que nos inspirou a criar o projeto Imaculada solidária: Mercado Zero.

O projeto promove a troca de alimentos entre os participantes, mas aquele que não tem nada para doar, pode levar o que é necessário. Dessa ação solidária e caritativa surgiu, também, o serviço aos necessitados que não participam da comunidade, como as 30 famílias que são atendidas mensalmente pelo projeto. Ainda é feito um trabalho de assistência aos parentes dos pacientes do HDT e a irmãos em situação de rua, de Aparecida de Goiânia, com a sopa ou sanduíche, à noite. A decisão de que as ações do projeto aconteceriam dentro e fora dos limites paroquiais foi dos próprios membros da comunidade.

A Paróquia Imaculada Conceição é composta pela Comunidade Nossa Senhora de Lourdes do Setor Veiga Jardim e adjacências; pelas comunidades Nossa Senhora de Fátima (Setor Santo Antônio/Terra prometida), São Judas Tadeu (Setor Condes dos Arcos) e Matriz Nossa Senhora Imaculada Conceição (Vila Oliveira/ Pontal Sul), em Aparecida de Goiânia. Também conta com o incansável trabalho da Conferência Renascer com Cristo, dos vicentinos, assistindo 30 famílias mensalmente com o pão material e o pão da Palavra.

“Um só coração e uma

só alma” (At 4,32)

Somos interpelados, pela Palavra de Deus, a mesma experiência de fé dos primeiros cristãos, a termos um só coração e uma só alma, sem que ninguém passe necessidade (At 4, 34-35). Quando os Atos dos Apóstolos nos fala que a “multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma, onde ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum” (At 4, 42), nos mostra uma comunidade nascida da Páscoa e do Pentecostes, movida pelo Espírito de Cristo Ressuscitado. Sob a ação do Espírito Santo, anunciam a Palavra, partilham o pão, vivem em comunhão e são fortalecidos pela vida de oração.

Depois de ouvirmos o relato bíblico, também ouvimos o que a Igreja tem a nos dizer sobre esta ação caritativa e, por isso, buscamos a resposta no Concílio Vaticano II, em sua produção magnânima, a Lumen Gentium. “A Constituição Dogmática Lumen Gentium, tendo em conta toda a tradição bíblica e experiencial da vida da Igreja, situa e enquadra o ministério da caridade como Diaconia no contexto do mistério da Igreja. ‘O amor (ágape) trinitário ou autodoação recíproca das três pessoas divinas, das quais a Igreja é reflexo, fundamenta radicalmente toda a realidade da Igreja e, por conseguinte, o seu serviço à sociedade, sobretudo aos pobres’ (LG, 4). O mesmo texto assinala a base e a fundamentação cristológica. Se ‘Cristo foi enviado pelo Pai para evangelizar os pobres...’, a Igreja, Corpo de Cristo, atua em serviço deles, ‘seguindo os passos de Cristo, que, sendo de condição divina, se despojou de si próprio, assumindo a condição de servo’(Fl 2,6-7; 2Cor 8,9), para amar, servir e libertar. É o processo da encarnação. Tornando presente a carta aos Filipenses (2,6-7), põe em relevo o sentido social da vivência ‘kenótica’ e a perspectiva comunitária dessa kenosis, convidando toda a comunidade que tome Jesus por modelo, fazendo uns aos outros o que Jesus fez por todos.”