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22/07/2020

O eco dos sinos se uniu às nossas preces pelas vítimas da pandemia e por seus familiares

Como uma orquestra tocando para os céus, os sinos das nossas igrejas anunciaram que Toda Vida nos Toca.

O eco dos sinos se uniu às nossas preces pelas vítimas da pandemia e por seus familiares - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

O dia 16 de julho de 2020 ficará marcado na vida da Igreja de Goiânia, com uma memória singular. Foi o dia em que os sinos das igrejas da nossa arquidiocese foram tocados, ao mesmo tempo, às 15h (Hora da Misericórdia), conclamando os fiéis a se unirem em oração pelas vítimas da covid-19. A iniciativa integrou o Projeto Somos Um da Arquidiocese de Goiânia, com o slogan Toda Vida nos Toca.

Por cinco minutos, os sinos soaram orquestrados, em Goiânia e nos demais municípios que integram a arquidiocese. Seus ecos se juntaram às preces elevadas aos céus, suplicando felicidade eterna para os falecidos e conforto aos seus familiares.

Logo após, no Carmelo da Santíssima Trindade, em Trindade, as irmãs carmelitas rezaram o Terço da Misericórdia com Dom Moacir Silva Arantes, bispo auxiliar de Goiânia. Tudo transmitido ao vivo pelas redes sociais da arquidiocese, para que todos pudessem participar do momento de oração. O Carmelo foi o lugar escolhido para rezar o terço porque celebramos, no dia 16 de julho, a memória de Nossa Senhora do Carmo, um dos títulos atribuídos a nossa mãe, Maria Santíssima.

Durante a transmissão, inúmeras intenções foram enviadas pelos que acompanhavam, com palavras de fé, esperança e consolação. Cada paróquia arquidiocesana rezou o Terço da Misericórdia em suas igrejas, reunindo fiéis no mesmo horário, geralmente com Adoração ao Santíssimo, obedecendo às normas sanitárias deste tempo de pandemia.

  

Manifestações de fé em rede

Ao final do terço, Dom Moacir avaliou a iniciativa: “Fazer os sinos tocarem foi uma forma de chamar a atenção da sociedade e de cada pessoa para uma necessidade de solidariedade, tanto material quanto espiritual. Muitas pessoas ouviram, muitas atenderam ao chamado e se dispuseram à oração. E este momento orante deve continuar, a cada dia, a cada instante da nossa vida. Não podemos esperar que um problema aconteça conosco para nos movermos. É preciso nos mover porque compreendemos a dor e os sofrimentos dos outros também.

Então, avaliamos como muito positivo quando as pessoas se dispõem a sair um pouco do seu espaço de segurança e se colocam disponíveis a oferecer um auxílio, mesmo que seja na forma da oração, como foi feito nessa iniciativa de tocar os sinos e rezar o terço. Todo nós partilhamos o mesmo corpo, que adoece e sofre, e que anseia por cuidado e atenção. Que Deus nos escute e que escutemos uns aos outros”     

                       

Rogamos a Nossa Senhora do Carmo

A devoção a Nossa Senhora do Carmo, que se estendeu ao mundo todo, teve origem no século XII, quando um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, Terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias. A palavra carmo ou carmelo significa jardim. Devido ao lugar, esse grupo foi chamado de carmelitas. Lá, construíram uma pequena capela dedicada a Senhora do Carmo ou Nossa Senhora do Carmelo.

Com a expulsão dos carmelitas de Israel, a devoção a Nossa Senhora do Carmo espalhou-se por toda a Europa. São Simão era um dos mais piedosos carmelitas que vivia na Inglaterra. Vendo a Ordem dos Carmelitas ser perseguida até estar prestes a ser eliminada da face da terra, ele sofria muito e pedia socorro a Nossa Senhora do Carmo. Então, Maria Santíssima, rodeada de anjos, apareceu para São Simão, entregou-lhe o escapulário e lhe disse: Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno. A partir desse milagre, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas.

A devoção a N. Sra. do Carmo foi trazida para a América Latina, no começo de sua colonização, passando a ser conhecida em todos os lugares. Foram construídas várias igrejas, capelas e até catedrais dedicadas à Senhora do Carmo.