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14/10/2019

Sede Santos

Sede Santos - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

Caríssimos irmãos em Cristo,

 

Desde o Antigo Testamento, ressoa aos ouvidos do homem de fé a exortação divina: “Sede santos, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo” (Lv 19,1). A santidade pode ser entendida de muitas formas: nossa plena configuração com Cristo; a perfeição na caridade, ou seja, a perfeita união com Deus pelo amor; viver de maneira cada vez mais plena e experimental o mistério inefável da habitação de Deus em nossa alma; e, por fim, nossa perfeita identificação e conformidade de nossa vontade com a de Deus. Independente de como a definamos, todos somos chamados à santidade. Esse é um dos pontos centrais do Concílio Vaticano II que deveríamos recuperar com grande força em nossos dias.

 

Graças a Deus, a santidade continua a resplandecer no seio da Igreja e ser um testemunho contínuo da ação da graça do Senhor e da generosa cooperação de homens e mulheres que, dóceis a Ele, não cessam de se empenhar em fazer Sua vontade, sendo como que reflexos da própria santidade divina. Hoje, dia 13 de outubro de 2019, a Igreja proclamará publicamente a santidade de dois de seus membros: o Beato John Henry Newman e da Beata Dulce dos Pobres.

 

O Beato John Henry Newman nasceu em Londres, em 21 de fevereiro de 1801, e morreu em Birmingham, em 11 de agosto de 1890. Ele foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII, em 1879. Depois de sua conversão ao catolicismo (1845), ele foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma (1847), abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854). Foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI. Um ponto importante de sua vida e que pode continuar a nos iluminar é a procura da verdade como elemento central para a decisão da consciência.

 

A Beata Dulce dos Pobres nasceu no dia 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, na Bahia. Desde cedo, começou a cuidar dos doentes e mendigos. Em 1933, entrou na Congregação das Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e, em 1935, começou a trabalhar com os pobres de Alagados. Em 1939, vendo o sofrimento de vários doentes que não tinham onde se abrigar, procurou dar socorro a eles, até que no ano de 1949, ela recebeu autorização para ocupar um galinheiro contíguo ao convento, abrigando 70 doentes. Os baianos, os brasileiros de outros estados e até personalidades de outros países deram força para que irmã Dulce construísse suas obras. Ela faleceu em 13 de março de 1992 e os baianos choraram na despedida do Anjo Bom da Bahia, como ela era conhecida. De Ir. Dulce podemos aprender a caridade heroica, vivida sobretudo em favor dos mais pobres.

 

Essas duas figuras tão atuais servem para nós de modelos e de encorajamento. Como somos todos chamados à santidade, devemos nos empenhar com o mesmo amor que eles, para nos conformarmos a Cristo, cada um a seu modo. Um pai e uma mãe devem ser santos, exercendo sua missão em favor da família; um sacerdote deve ser santo vivendo a caridade pastoral como Cristo, o Bom Pastor, e assim por diante. Com a graça de Deus, podemos crescer no amor que nos une a Ele e que nos faz viver somente a sua vontade. Que Deus nos faça santos.

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia