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09/09/2019

A Palavra de Deus desperta e nutre a nossa fé

A Palavra de Deus desperta e nutre a nossa fé - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

Caríssimos irmãos e irmãs, convido vocês a darmos continuidade às reflexões sobre o Documento Pós-Sinodal dedicado à Palavra de Deus.

 

Desde os primórdios da Igreja até hoje, os Apóstolos e seus sucessores nos transmitiram a Boa-Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. As palavras da 1ª Carta de São João são expressivas: “o que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam da Palavra da Vida – vida esta que se manifestou, que nós vimos e testemunhamos, vida eterna que a vós anunciamos, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós” (1Jo 1,1-2).

 

De modo algum, porém, trata-se de um acontecimento que ficou preso no passado e, consequentemente, de um anúncio que perdeu sua atualidade. Introduzindo a eternidade na história, fez do tempo, de cada momento, do cotidiano e do provisório, o “lugar” do encontro com ele, possibilidade de uma relação vital com o seu mistério. “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20), disse Jesus. Subindo aos céus, ele fica ainda mais próximo.

 

Na Igreja, Jesus se deixa encontrar pela fé. A Palavra de Deus suscita e nutre a fé, livra de ilusões, fantasias, enganos e até mesmo das falsas imagens que do Senhor criamos. Acolher a Palavra de Deus nas Sagradas Escrituras e na Sagrada Tradição, transmitida na comunhão eclesial, é, pois, uma tarefa irrenunciável para quem se propõe seguir Cristo Jesus e nele encontrar a vida. 

 

Reconhecemos, com toda a Igreja, que o cristianismo não é uma “religião do Livro”, mas da “Palavra de Deus”, do Verbo encarnado e vivo que continuamente fala à Igreja e por meio dela. Portanto, é a religião de uma pessoa. A Palavra de Deus aqui anunciada, e que faz a Igreja particular de Goiânia crescer continuamente, só pode ser autenticamente acolhida na vitalidade da Tradição da Igreja.

 

Tendo consciência de que a Boa-Nova da fé cristã chegou à Igreja de Goiânia por caminhos que a Providência dispôs, cresça a gratidão aos irmãos e irmãs que transmitiram a cada geração essa mesma fé em nossa Arquidiocese, particularmente aos que deixaram tudo, países ou cidades, famílias, profissões, juventude, para assumir a causa da missão nas paróquias e comunidades.

 

Que a memória desses missionários e missionárias esteja presente nas preces e no coração das comunidades; e que se documente, sempre que possível, o Evangelho que se fez vida em suas vidas, com rosto e endereço próprios. Essa documentação histórica, literária, audiovisual pode, em muito, contribuir com a missão no momento presente, permitindo que a vida de quem se dedicou ao anúncio da Palavra, nesta porção do Brasil Central, continue falando alto.

 

Assim como coube aos missionários do passado essa transmissão da Palavra de Deus, hoje, cabe a nós anunciá-la, sobretudo com nossas vidas, de modo que Cristo seja, hoje, conhecido, tocado com as mãos e adorado na fé. Somos, por isso, convocados a sermos discípulos missionários que acolhem e transmitem a Boa-Nova, dando às gerações futuras a possibilidade de seguir Jesus. Assim, o frescor e a atualidade do Evangelho se tornam presentes em nossa Igreja arquidiocesana.

 

“A Palavra de Deus é viva: não morre nem envelhece, permanece para sempre!” (Papa Francisco)

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia