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12/10/2017

Pastoral do Dízimo

A missão da Pastoral do Dízimo é evangelizar... O resto é consequência!

Pastoral do Dízimo - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

A Pastoral do Dízimo é uma das formas de atuação da Igreja, da qual pouco conhecemos do seu real papel no processo evangelizador, isto é, na pastoral de conjunto. Seria apenas arrecadar fundos para a manutenção da Igreja? Essa tarefa é óbvia para todos nós e está inserida em uma de suas três dimensões: a religiosa. Mas a sua missão é maior. Há pouco mais de um mês, o padre Tom Viana, SSP, em encontro com a Pastoral do Dízimo que aconteceu no Centro Pastoral Dom Antonio (CPDA) orientou sobre a formação da Pastoral: um caminho de evangelização

Padre Tom Viana, que tem um extenso currículo, é coach profissional em Comportamento Evolutivo e mestre em Direção e Gestão Comercial em Marketing. Ele usa, de modo especial, as habilidades do marketing, para mostrar como a Pastoral do Dízimo pode ter uma atuação mais eficaz.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em seu Documento 106, O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas, publicado no ano passado, tece diretrizes importantes sobre a Pastoral do Dízimo. “O processo da implantação do dízimo aprofunda a compreensão da fé, a consciência da pertença a uma Igreja particular e reforça a Pastoral de Conjunto”. Destaca ainda que “a implantação do dízimo oferece aos fiéis a singular oportunidade de compreendê-lo bem e de assumi-lo com as motivações corretas” (n. 37).

Compreender a Pastoral do Dízimo passa pelo processo de conscientização, segundo padre Tom. E fazer isso só é possível por meio de dois passos importantes: “o primeiro seria recuperar o sentido da palavra pastoral, que significa acolhimento, respeito, integração, compreensão do outro, levar os cristãos a entenderem o verdadeiro sentido de pertença à comunidade”, pontuou. O segundo, explicou ele, é investir em formação: “Precisamos fazer um caminho formativo, primeiro com os agentes da Pastoral do Dízimo e as demais lideranças da comunidade”. Esse trabalho, conforme padre Tom, passa pela dimensão litúrgica, bíblica e até funcional, para que todos possam entender a razão de existir do dízimo. “Quando você está em comunidade, acaba conversando com o outro sem querer, e fica sabendo sobre a vida dele, das suas angústias, sonhos. Por isso a formação é importante, porque leva ao conhecimento mútuo e ao compromisso”, afirmou.

A formação sobre o dízimo é fundamental, porque o papel específico dessa pastoral é evangelizar em todos os aspectos. “Se não houver formação, como o agente da pastoral vai evangelizar falando de acolhimento, de gratuidade, de doação, se ele só entende esse trabalho como arrecadação?”, justificou. “É papel indispensável da Pastoral do Dízimo promover formações bíblicas, formações litúrgicas, orações comunitárias, visita aos doentes”.

 

Dimensões do Dízimo

Essa pastoral só tem sentido de existir na comunidade paroquial se também estiver envolvida no processo de evangelização, não apenas se preocupando com o financeiro, mas promovendo formações, retiros espirituais, momentos de oração. A beleza da Pastoral do Dízimo está em levar a comunidade ao engajamento.Padre Tom Viana

Dimensão Religiosa: Suprir as necessidades ligadas ao culto e aos ministros da Igreja. Gastos com o templo, construção e manutenção, salário dos funcionários, demais encargos.

Dimensão Social: Ajudar os irmãos mais necessitados da comunidade, por meio das pastorais sociais, com a promoção do ser humano, resgatando os menos assistidos à vida.

Dimensão Missionária: Sustentar as ações de evangelização da comunidade exercidas fora do território da paróquia. Ajuda à Cúria, ao seminário e às missões da Igreja no mundo.

Convite

Para que a pastoral seja eficaz, sobretudo porque se trata de um tema delicado a ser trabalhado, é importante envolver as pessoas no processo. De que forma? Fazendo a elas um convite objetivo e concreto. Durante a entrevista, padre Tom deu o exemplo do vendedor de uma loja que procura envolver o cliente, mostrar os detalhes do produto e durante o processo de compra lhe oferece café, olha nos olhos do cliente e, após o produto ter sido vendido, ainda leva a sacola dele até a porta e deseja-lhe um bom dia. O outro vendedor é aquele que faz o contrário de tudo isso e ainda sequer olha para o cliente. Qual trabalho terá êxito? Com o dízimo é a mesma coisa. “Nós vamos ajudar os irmãos mais necessitados? Precisamos ampliar nossa ajuda à formação dos futuros padres? Ou vamos fazer uma reforma importante? O dizimista precisa se sentir parte daquilo e isso acontece olhando nos olhos dele. À comunidade, a Pastoral do Dízimo deve dizer, de modo personalizado, que a Igreja está precisando de pessoas para levar determinado projeto adiante. Se o convite for feito no altar, dirigir-se a profissionais específicos (médicos, pedreiros, advogados, comerciantes, entre outros) e dizer que quer encontrá-los ao fim da missa. É isso!”. O caminho– reafirmou padre Tom – é integrar. O dinheiro é consequência.

Comunicação

Não é menos importante, na visão do padre, a comunicação utilizada para integrar os dizimistas. É também o mecanismo necessário para dar à comunidade um retorno dos trabalhos e projetos desenvolvidos pela pastoral, por isso precisa ser feita por meio de uma linguagem que seja entendível: simples, objetiva, direta, que não seja longa, e que gere conteúdo. “Para sabermos se a nossa comunicação está sendo eficiente, basta nos perguntar: estamos gerando vida?”. Essa comunicação, sobretudo, precisa evangelizar: “A Pastoral do Dízimo deve deixar de falar em dinheiro, seja com o próprio dízimo, com as festas de padroeiro, com as ofertas, porque ficamos tão envolvidos com os cifrões, que a gente acaba não evangelizando. E as formações acabam ficando de lado, junto com os estudos dos documentos da Igreja e o próprio cuidado com o outro. Colocando o irmão em primeiro lugar, com certeza teremos êxito em nosso trabalho com o dízimo”, completou.

 

Fúlvio Costa