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11/09/2017

Formação Permanente de Presbíteros

Encontro discute os desafios da contemporaneidade

Formação Permanente de Presbíteros - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Começou hoje e irá até o dia 14 de setembro a Formação Permanente de Presbíteros da Arquidiocese de Goiânia, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), também aberta a diáconos e seminaristas. Com o tema central “Os desafios da contemporaneidade”, a formação terá a orientação do Prof. Luiz Almeida Marins Filho, escritor, empresário, consultor organizacional, com diversas graduações na área de humanas, entre elas Antropologia e História. Em entrevista, Prof. Marins destaca um pouco do seu trabalho e da temática a ser abordada ao longo desses dias.

Prof. Marins, como se deu sua experiência em falar no ambiente da Igreja?

​​​R: Sempre participei ativamente da Igreja, desde criança e muito jovem. Participei de muitos movimentos de jovens e, desde então, e depois já como professor universitário, tenho tido a oportunidade de receber pedidos para auxiliar na formação de clérigos e leigos. Prof. Luiz Almeida Marins Filho

​ É possível congregar os conhecimentos de gestão, liderança e até mesmo de marketing com a realidade eclesial? E como isso pode contribuir no processo de evangelização?

​R: O Papa Francisco tem falado com insistência que a Igreja deve se inserir cada vez mais no mundo e que ela deve estar onde as pessoas estão e não somente esperar que elas venham aos edifícios eclesiais. Para que a Igreja deixe de ser autorreferenciada e passe a agir cada vez mais enfrentando com as pessoas os desafios da contemporaneidade, é preciso que os clérigos e mesmo os leigos engajados entendam os desafios de gestão, liderança e até mesmo marketing. É preciso ressaltar que “marketing” não é sinônimo de “enganação” ou engodo. É como fazer a mensagem do Evangelho chegar de forma certa, na hora certa, no lugar certo para as pessoas que hoje estão carentes, mais do que nunca, da mensagem que a Igreja Católica tem – e só ela tem – para a busca da felicidade e do verdadeiro sucesso.

Prof. Marins, qual será o foco da formação que o senhor dará aos padres, diáconos e seminaristas da Arquidiocese de Goiânia?

​R: Em síntese, o que discutiremos durante todos esses dias serão “os desafios da contemporaneidade”. Quais são esses desafios? De que modo enfrentá-los como Igreja? O que a Igreja Católica tem para oferecer ao mundo contemporâneo? Como fazer isso de forma eficaz? O que as pessoas de hoje, principalmente os jovens, esperam da Igreja? Por quê? Entre outros assuntos.

O senhor é autor de livros que tratam de motivação. Na sua ótica, a fé pode ser considerada um elemento motivacional?

​R: Motivação não é autoajuda. Motivação não é emoção. Motivação é o que sobra depois de passada a emoção. Motivação são os “motivos”, as “razões” pelas quais eu faço as opções que devo fazer todos os dias em minha vida. Sem motivos, ou seja, desmotivada, uma pessoa não pode ter sucesso, nem pessoal nem profissional, independentemente de qualquer definição de sucesso. Sem motivos, uma pessoa não poderá ser feliz, independentemente de qualquer definição de felicidade. Sem ter motivos, terá que viver pelos motivos alheios, das outras pessoas. Se cada pessoa não for a roteirista de sua história ou novela, não for a protagonista de sua vida, quem será? É justamente aqui que a fé e a religião se encontram. E hoje, os estudos mais modernos, de neurociência e de outras áreas, mostram o valor da fé como nunca mostraram. Ciência e religião estão cada vez mais se encontrando. Por isso nada é mais “motivacional” que a fé!

​ Nos dias atuais, qual ou quais são os desafios para a Igreja Católica no âmbito da comunicação?

​R: A Igreja Católica precisa falar a linguagem das pessoas. Uma linguagem que as pessoas entendam. Ela não precisa (e nem sempre deve) “concordar” ou se deixar cooptar pelos conceitos errôneos da mídia e dos falsos líderes e minorias estridentes. Ela precisa ser firme, porém muito eficaz, na veiculação da mensagem do Evangelho no dia a dia, nas situações concretas da vida das pessoas. Para isso, ela deve sair de seus muros e estudar cada vez mais a sociedade atual para saber como atuar, como comunicar, quais meios utilizar em cada caso. Ela deve ser atual, contemporânea e não usar uma linguagem hermética, eclesial. Basta ver o que o Papa Francisco tem feito. Ele tem consciência de que o mundo de hoje é falto de valores e princípios elevados em primeiro lugar. Por isso ele fala mais de valores, de união, da cultura do descarte em que vivemos, da nossa ação concreta em relação aos menos favorecidos, etc. Depois, diz ele, a pessoa irá descobrir a Igreja como consequência.​