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17/07/2017

Caridade

Fruto da boa vivência cristã

Caridade - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

 

Amar com Jesus amou

A caridade pode ser feita por todas as pessoas que tenham um olhar compadecido à realidade do outro. No entanto, a caridade cristã não se limita a uma bem feitoria, ela deve brotar de uma vivência genuína da fé. Papa Francisco, em uma de suas homilias, destacou que “há o Espírito que nos guia para não cometermos erros, a aceitar com docilidade o Espírito, conhecer o Espírito na Palavra e viver segundo o Espírito”. Ele completa ressaltando que é o Espírito Santo que age e a Palavra germinada no coração tem como fruto a bondade, caridade e docilidade, o que o santo padre afirma ser parte do “estilo cristão”. Nosso arcebispo, em sua reflexão para esta edição, ainda nos afirma que não se pode dissociar palavra, caridade e liturgia, as quais fundamentam nossa fé. Percebe-se então que a caridade não é uma opção, ato que deve ser realizado porque lhe sobra algo, ou por uma necessidade própria de sentir-se um benfeitor. Não deve estar associada ao poder financeiro para realizá-la. Se assim o for, ela não se torna uma coisa ruim, mas é como uma ter uma espiritualidade “maquiada”, de raízes rasas, e que provavelmente não será duradora, pois não compromete.

 “É o Espírito Santo que age e a Palavra germinada no coração tem como fruto a bondade, caridade e docilidade”           

Arquidiocese de Goiânia

Nossa Arquidiocese é formada por 117 paróquias, 8 quase-paróquias, 3 santuários e diversas comunidades. Cada uma delas vive uma realidade territorial, social e pastoral, onde são realizadas ações caritativas. De acordo com um levantamento recente, são mais de 60 obras sociais espalhadas pela Igreja Particular de Goiânia. Nesta matéria, daremos destaque ao trabalho social da Paróquia Nossa Senhora Assunção e do Santuário Sagrada Família, duas das maiores igrejas de nossa Arquidiocese, que aqui simbolizam e retratam o rosto da Igreja de Cristo, presente em todo território diocesano, e que se faz próximo por meio do amor aos que mais necessitam. Pelo próprio espaço que temos, não é intuito destacar todas as obras sociais realizadas nessas igrejas, mas por meio da palavra dos padres e das experiências vividas, pretende-se suscitar uma reflexão e fazer um convite para que todos procurem conhecer mais as obras realizadas pelas paróquias e comunidades, já que muitos fiéis ainda desconhecem as ações da Igreja, às vezes da própria comunidade, e acabam por ter iniciativas individuais.

O Documento Pós-Sinodal, parte II, que diz respeito à Caridade na vida e na missão da Igreja particular de Goiânia, destaca que “banhados em Cristo, a indiferença cede lugar à solidariedade, a passividade cede lugar à missão, o egoísmo cede lugar ao amor”. O que acontece aos irmãos e irmãs toca a carne do verdadeiro cristão, pois não deve existir “nada verdadeiramente humano que não lhes ressoe no coração”. A Igreja de Cristo, impulsionada pelo Espírito Santo, realiza sua missão principal a serviço da vida pelas mãos dos fiéis que se abrem à experiência autêntica de amar como Jesus amou.

Como nasce uma Ação Social na Igreja?

Tanto padre Rodrigo de Castro, reitor do Santuário Sagrada Família, quanto padre Marcos Rogério, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, destacam que as ações surgem das necessidades do povo. Por meio da escuta nos atendimentos e das visitas pastorais, os padres vão percebendo as carências, as realidades enfrentadas pela região onde estão instaladas as igrejas.

“Aqui no Santuário, levamos os fiéis à compreensão de que a devolução do Dízimo, a partir da sua dimensão social, é que fomenta as ações sociais realizadas. É um compromisso solidário. Aqui, desde a Catequese, já existe uma formação para a caridade, que perpassa toda a vida pastoral. Dentro de toda iniciativa do Santuário, existe a convergência de recursos para a ação social, seja para cestas de alimentos, matérias de higiene pessoal, entre outros”. Padre Rodrigo de Castro

 

“A Igreja sempre teve um papel fundamental na sociedade. Tanto a Doutrina Social quanto outros documentos enfatizam essa Igreja que vai ao encontro daqueles que mais necessitam. Atendendo ao pedido do próprio Jesus, deve existir uma fé que se concretiza no amor ao próximo, sinal da graça no meio do povo”. Padre Marcos Rogério

 

 

 

Talita Salgado