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14/05/2018

As Virtudes Humanas

As Virtudes Humanas - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

“Tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”. Assim se expressa o apóstolo Paulo na carta que escreve aos Filipenses (4,8).

Por sua vez, o Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “a virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só realizar atos bons, mas também a dar o melhor de si mesma. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende a fazer o bem, busca-o, escolhe-o através de ações concretas” (n. 1768). E São Gregório de Nissa não duvida em afirmar que “o objetivo de uma vida virtuosa consiste em chegar a ser semelhantes a Deus”.

As virtudes humanas são virtudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais do entendimento e da vontade que regulam nossos atos, ordenam nossas paixões e guiam nossa conduta segundo a razão e a fé. Proporcionam facilidade, domínio e alegria para levar uma vida moral boa. O homem virtuoso é quem pratica livremente o bem.E as virtudes morais se adquirem mediante o esforço e a perseverança da pessoa. São os frutos e os atos moralmente bons. Dispõem todas as potências do ser humano para harmonizar-se com o amor a Deus e ao próximo.

As virtudes humanas adquiridas mediante a educação e os atos deliberados, acompanhados da perseverança e o esforço pessoal, são purificadas e elevadas pela graça divina. Com a ajuda de Deus, forjam o caráter e dão agilidade à prática do bem. O ser humano se sente feliz ao praticá-las. Para o homem ferido pelo pecado não é fácil guardar o equilíbrio moral. O dom da salvação por Cristo nos outorga a graça necessária para perseverar na busca e prática das virtudes. Cada um deve pedir sempre essa graça de luz e de fortaleza, buscar ajuda nos sacramentos, cooperar com o Espírito Santo e seguir seus convites a amar o bem e evitar o mal.

Todos os crentes temos na Virgem Maria o melhor espelho para onde olhamos e contemplamos o seu exemplo sublime digno de imitar, tal como nos ensina o Concílio Vaticano II na Lumen Gentium: “Os fiéis, porém, continuam ainda a esforçar-se por crescer na santidade, vencendo o pecado; por isso levantam os olhos para Maria, que refulge a toda a comunidade dos eleitos como modelo de virtudes” (n. 65).

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia