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18/05/2020

Enfrentemos as adversidades com o terço na mão

Rezemos o Terço para que volte um horizonte de esperança e paz

Enfrentemos as adversidades com o terço na mão - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

O papa Francisco tem nos exortado, constantemente, a rezar o Terço, e reforçou esse pedido especialmente neste mês de maio, dedicado a Maria, como forma de nos manter unidos com Nossa Senhora, para que ela nos acompanhe no caminho de conversão diária a Jesus.

 

Para enfrentar a atual situação de pandemia que oprime o mundo inteiro, trazendo sofrimento e desespero, o papa propõe que redescubramos a beleza de rezar o Terço em casa, juntos ou sozinhos, com simplicidade, “para que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz”.

 

Enfatizou o Santo Padre, no final de abril: “...procuremos viver este mês com uma oração diária mais intensa e fiel, em particular rezando o Terço, como recomenda a Igreja, obedecendo a um desejo repetidamente expresso em Fátima por Nossa Senhora. Sob a sua proteção, vereis que os sofrimentos e as aflições da vida vos farão menos mal”.

 

Uma oração dirigida a Deus

Leigo apaixonado pelo terço, a oração está entre os temas abordados pelo professor Felipe Aquino, em seus livros, blog, programas de TV e Rádio na Canção Nova. Convidado a falar sobre a devoção de rezar o terço para o Jornal Encontro Semanal, ele nos apresentou a visão da Ir. Lúcia – uma das três crianças que testemunharam a aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal –­­­­, que em determinada carta (a Maria Teresa) explica claramente que o terço contém nossa súplica para que Maria rogue por nós, mas é uma oração dirigida a Deus:

 

“...será bom que à oração do Terço se dê um sentido mais real que aquele que se lhe tem dado, até aqui, de simples oração “mariana”. Todas as orações que rezamos no Terço são orações que fazem parte da Sagrada Liturgia; e, mais que uma oração dirigida a Maria, é dirigida a Deus.”

 

O sentido de cada parte do terço é lembrado pela Ir. Lúcia para exemplificar sua afirmação:

– O Pai-Nosso foi-nos ensinado por Jesus Cristo, dizendo: “Rezai, pois, assim: Pai Nosso, que estais nos céus...”;
 

– “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo...” é o hino que cantaram os Anjos enviados por Deus para anunciar o nascimento do Seu Verbo feito homem;
 

– A Ave-Maria, bem compreendida, não é menos uma oração dirigida a Deus: “Ave, Maria, gratia plena, Dominus tecum”: Eu te saúdo, Maria, porque contigo está o Senhor! [...] O Anjo veio dizer, a Maria, que ela era cheia de Graça não por ela, mas porque com ela estava o Senhor! “Bendita sois vós entre as mulheres e Bendito é o fruto do de teu ventre, Jesus”: Essas palavras, com que Isabel saudou a Maria, foram-lhe ditadas pelo Espírito Santo, diz-nos o Evangelista [...] porque esse fruto é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem!

 

Medianeira nossa

Sobre o argumento de haver “um só Medianeiro junto ao Pai, que é Jesus Cristo”, conforme citação de São Paulo, sendo desnecessário ou erro pedir a Maria que rogue a Deus por nós, o professor Aquino lembra outra afirmação da Ir. Lúcia:

 

“o mesmo Apóstolo pede que roguem por ele e recomenda que roguemos uns pelos outros. Poderia, então, o Apóstolo não crer que a oração de Maria não fosse tão agradável a Deus como a nossa?!”

Origem do Santo Rosário

O professor Felipe Aquino resgata para nós a origem do Rosário: “segundo a tradição, está no costume dos antigos monges, de fazer suas preces, contando-as com o uso dos dedos das mãos ou mediante pedrinhas ou grãos.  Na Idade Média (séculos X-XII), os fiéis costumavam rezar vários ‘Pai- Nossos’ ou várias ‘Ave-Marias’ consecutivos, quando não conseguiam recitar os 150 Salmos. Essa prática foi-se codificando e regulamentando aos poucos, chegando à sua forma atual no século XVI, com o Papa S. Pio V (1566-1572), dominicano. Foi esse Pontífice quem determinou tanto o número de ‘Pai-Nosso’ e ‘Ave-Maria’ como o teor dos mistérios que os devem acompanhar”.

 

Na história da Igreja

Fruto de vasta pesquisa, foram reunidos pelo Prof. Aquino documentos e testemunhos dos papas da nossa Igreja sobre o Rosário. Segundo ele, há muito tempo, os papas valorizam e recomendam essa oração, especialmente os últimos, sobretudo a partir das aparições de Lourdes (1858) e Fátima (1917). Em Fátima, Nossa Senhora disse aos pastorinhos que “não há problema de ordem pessoal, familiar e nacional que a oração do Terço não possa ajudar a resolver”.

 

Leão XIII (1878-1903), em tempos difíceis, dedicou ao Rosário 16 documentos, sendo 11 encíclicas e uma constituição apostólica. Paulo VI dedicou três documentos. Na Carta Apostólica de São João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae (2002 – Ano do Rosário), encontra-se a declaração: “Percorrer com Ela [Maria] as cenas do Rosário é como frequentar ‘escola’ de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem”.

 

Em 10 de outubro de 2010, o papa Bento XVI disse que o Rosário é “uma oração bíblica, totalmente tecida pela Sagrada Escritura. É uma oração do coração, em que a repetição da ‘Ave-Maria’ orienta o pensamento e o afeto para Cristo. É oração que ajuda a meditar a Palavra de Deus e a assimilar a Comunhão eucarística, sob o modelo de Maria, que guardava em seu coração tudo aquilo que Jesus fazia e dizia, e sua própria presença...”

 

Eliane Borges