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06/05/2021

O que são dogmas?

O que são dogmas? - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Dogmas são verdades de fé. O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 89, explica que “os dogmas são luzes no caminho da nossa fé: iluminam-no e tornam-no seguro”. Quando algo é questionado, a Igreja se manifesta para que seja preservada a verdade da Revelação. No momento em que a Igreja proclama uma verdade de fé significa que ela se encontra na Sagrada Escritura ou na tradição da Igreja, ou seja, não é uma verdade inventada.

 

Um dogma é uma verdade absoluta, inquestionável, definitiva e que não pode ser alterada nem mesmo por algum Concílio ou pelo Sumo Pontífice. “O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define os dogmas, isto é, quando propõe, de um modo que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, verdades contidas na revelação divina ou quando propõe, de modo definitivo, verdades que tenham com elas um nexo necessário” (cf. CIC, 88).

 

Os dogmas marianos

Os dogmas que fazem referência à Virgem Maria são quatro: Maternidade Divina, Virgindade Perpétua, Imaculada Conceição e Assunção.

 

Maternidade Divina (Maria é Mãe de Deus) – A Maternidade Divina foi o primeiro dogma declarado pela Igreja, proclamado pelo Concílio de Éfeso no ano de 431. Maria é Mãe de Jesus homem e de Jesus Deus como podemos ver no Catecismo “...Com efeito, Aquele que ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus (Theotokos)” (cf. CIC, 495).

 

Virgindade Perpétua (Maria é virgem antes, durante e depois do parto) – Este dogma foi definido no Concílio de Trento no ano de 1555. Dom Dilmo Franco, bispo auxiliar da Diocese de Anápolis, explica que “São Gregório Magno disse o seguinte: ‘Assim como Jesus, depois da Ressurreição, entrou na sala onde eles estavam reunidos a portas fechadas, Ele também entra no seio de Maria com as portas fechadas. Assim como a luz passa pela vidraça sem a quebrar, Deus também passa sem romper a vidraça’, para dizer que para Deus nada é impossível, para Ele tudo é possível. Em Isaías, capítulo 66, vai dizer que uma mulher, antes de sentir as dores do parto, deu à luz. Ora, se ela não sentiu dores do parto é porque não houve rompimento, não houve nada que causasse dor, então o parto foi virginal”.

 

Imaculada Conceição (Maria foi concebida sem a mancha do pecado original) – Foi definido pelo papa Pio IX em 1854. Todos nós nascemos com o pecado original e somente o batismo apaga a mancha desse pecado. Com Maria foi diferente, ela é “Imaculada”, ou seja, sem pecado. Dom Dilmo conta que, no momento da concepção, Maria foi concebida sem pecado original. O beato João Duns Escoto diz que além de Maria ser concebida sem a mancha do pecado, ela também foi preservada pelos méritos antecipados da Paixão de Cristo. Dom Dilmo explica que “Maria foi preservada do pecado original porque ela seria a Mãe de Deus e nada mais justo do que um ventre santo para acolher Aquele que é santo”.

 

A Assunção (Maria foi assunta ao céu de corpo e alma) – Este dogma foi proclamado em 1º novembro de 1950 pelo papa Pio XII na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. Foi o último dogma mariano a ser definido. A Constituição declara que para o “júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

 

Larissa Costa