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07/04/2021

Eucaristia: O sacramento dos sacramentos

“O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue, para perpetuar pelo decorrer dos séculos.” (CIC § 1323).

Eucaristia: O sacramento dos sacramentos - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Os sacramentos instituídos por Cristo são o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. O Catecismo da Igreja Católica afirma que estes sete sacramentos “tocam todas as etapas e momentos importantes da vida do cristão: outorgam nascimento e crescimento, cura e missão à vida de fé dos cristãos”. Nesta matéria você vai entender um pouco mais sobre o sacramento da Eucaristia, o sacramento dos sacramentos.

 

“A Eucaristia é fonte e cume de toda a vida cristã.” (CIC §1324). Todos os sacramentos giram em torno da Eucaristia, ela é o dom maior da Igreja porque é o próprio Cristo que atualiza a sua presença, a sua paixão, morte e ressurreição sobre os altares do mundo. Padre Warlen Reis, chanceler da Arquidiocese de Goiânia explica que “a Eucaristia é o dom o maior que nós temos como católicos porque Jesus assim instituiu para que Ele pudesse se fazer presente como memória, não uma memória intelectual no sentido de fazer uma lembrança, mas de fazer memória, ou seja, uma atualização daquilo que Ele realizou por nós.

 

Jesus está presente na Eucaristia de maneira real e sacramental. Pelo sacramento da Eucaristia Jesus está, substancialmente, presente em nossa vida, Ele é o alimento da nossa alma. “No centro da celebração da Eucaristia temos o pão e o vinho que, pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo, se tornam o corpo e o sangue do mesmo Cristo.” (CIC §1333).

Você sabe o que significa transubstanciação?

Vemos, no Catecismo da Igreja Católica que, “pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação”.

 

Nesta mudança de pão para corpo e de vinho para sangue não ocorre transformação, porque transformar significa mudar de forma. A mudança é substancial, ou seja, mudança da substância do pão e do vinho na substância do corpo de sangue de Jesus Cristo. “Quando acontece a consagração eucarística onde o sacerdote impõe as mãos e diz as palavras da Consagração, o que muda na verdade não são as aparências, o que muda é a substância. Então o que era substância de pão e vinho, se torna a substância de Cristo, substância de Jesus. A transubstanciação nos dá certeza de maneira filosófica e teológica de que aquilo que Jesus realizou no seu ato de instituir a Eucaristia, Ele o realizou de fato”, afirma padre Warlen.

 

Padre Warlen explica que na Eucaristia não existe uma transformação, mas que existem raras exceções de quando Deus quer realizar um milagre, que são os chamados “milagres eucarísticos”. “Em Lanciano houve, além de uma transubstanciação, também uma transformação, no sentido de que as espécies do pão e do vinho se tornaram corpo e sangue de fato, aparentemente, acidentalmente. Estão lá as espécies eucarísticas milagrosas em Lanciano, o corpo e o sangue de Jesus naquela âmbula exposta para o público. Mas isso só acontece quando há um milagre eucarístico. Milagre eucarístico de Siena, milagre eucarístico de Lanciano e tantos outros milagres eucarísticos que aconteceram ao longo da história da Igreja”, conclui.

 

 

Larissa Costa