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09/10/2018

Carisma do Opus Dei

Um pouco sobre o carisma do Opus Dei em seu 90º aniversário

Carisma do Opus Dei - Vida Cristã - Arquidiocese de Goiânia

O Opus Dei foi fundado em 1928 por São Josemaria Escrivá, em Madri, na Espanha.  Relato alguns aspectos fundamentais do seu carisma.  A intuição básica de São Josemaria Escrivá é expressa nesta frase: “Tens obrigação de santificar-te. – Tu também.  – Alguém pensa, por acaso, que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos?  A todos, sem exceção, disse o Senhor: Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito” (Caminho, n.  291). O fundador, em 1928, teve a nítida inspiração da “vocação universal à santidade e ao apostolado”, tema central da Lumen Gentium. 

 

Dentro dessa vocação de todos os batizados, São Josemaria teve a intuição clara do que é a vocação e a missão específica dos leigos na Igreja e no mundo. Teve também a certeza de que, no dia 2 de outubro de 1928, Deus lhe pedia para fundar algo, uma instituição que fosse um caminho concreto, para encarnar de um modo concreto, prático e eficaz esse ideal de santidade no mundo. Assim nasceu o que mais tarde se chamaria Opus Dei. 

 

É significativo o que São Josemaria escrevia em 24 de março de 1930: “Viemos dizer, com a humildade de quem se sabe pecador e pouca coisa – ‘homo peccator sum’ (Lc 5, 8), dizemos com Pedro – mas com a fé de quem se deixa guiar pela mão de Deus, que a santidade não é coisa para privilegiados:  que o Senhor chama-nos a todos, de todos espera Amor: de todos, estejam onde estiverem; de todos, seja qual for o seu estado, a sua profissão ou ofício. Porque essa vida corrente, cotidiana, sem relevo, pode ser meio de santidade: não é preciso abandonar o próprio estado no mundo para procurar a Deus, se o Senhor não dá a uma alma a vocação religiosa, uma vez que todos os caminhos da terra podem ser ocasião de um encontro com Cristo”.

 

Característica essencial do Opus Dei é a “secularidade”; santidade e apostolado no mundo, nas estruturas seculares do mundo. Essa característica essencial da secularidade é fundamental, imprescindível para compreender o Opus Dei. Afinal, é esse caráter “secular” que o Concílio Vaticano II ensina como específico da vocação e missão dos leigos, na Igreja e no mundo. 

 

Os membros, na imensa maioria leigos, celibatários ou casados, têm, portanto, como vocação própria, específica, procurar a santidade e exercer o apostolado no ambiente secular e por meio do trabalho profissional, das circunstâncias e deveres da vida cotidiana no mundo. “Santificar o trabalho, santificar-se no trabalho, santificar os outros através do trabalho”, repetia o fundador. 

 

E o trabalho dos leigos em estruturas eclesiais? Muitos membros prestam essa colaboração, mas a própria Igreja deixou claro que não é a sua tarefa própria, característica, por mais que seja excelente e necessário. Outra característica fundamental do Opus Dei: a sua missão deve resultar de um trabalho conjunto, inseparável, dos leigos, que constituem o “corpo” e a maioria da instituição, e os sacerdotes. Desde o começo, viveu-se na instituição o que ensina o Catecismo da Igreja Católica: que o sacerdócio ministerial está a serviço do sacerdócio comum. 

 

Para poder pertencer ao Opus Dei como membros (pois há colaboradores), os fiéis precisam de uma vocação específica, que podem receber, se Deus a dá, ao serem leigos (solteiros ou casados), com um trabalho profissional, considerado “parte da sua vocação divina”. E que estejam dispostos a realizar um intenso apostolado do exemplo – exercido como fermento – e da palavra (sobretudo através da amizade pessoal) entre seus parentes, colegas, amigos, em suma, as pessoas de seu ambiente secular. 

 

Essa obra de Deus, como instituição, desde a sua fundação, caracterizou-  se pelo seguinte: os leigos (homens e mulheres, celibatários e casados) e os sacerdotes formam um todo orgânico, um corpo único e inseparável, unindo oração e ação para o cumprimento dos fins da Obra: santidade e apostolado. 

 

A sua missão fundamental é dar formação e sustentação a seus fiéis, com os meios ascéticos e formativos, estabelecidos no seu direito particular (Estatutos), para que estejam em condições de cumprir os fins da sua vocação. O fundador costumava dizer que a Obra, como instituição, é antes de mais nada “um grande meio de formação”. Esses são os principais aspectos dessa espiritualidade que Deus quis manifestar ao mundo através do Opus Dei. 

 

Dom Levi Bonatto
Bispo auxiliar de Goiânia e membro da Opus Dei