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16/08/2018

O que é a Vocação Religiosa?

"Vida religiosa é entregar a nossa vida a Jesus, porque Ele nos basta"

O que é a Vocação Religiosa? - Vida Cristã - Arquidiocese de Goiânia

“‘Mulher, por que choras? Quem procuras? ’... Então Jesus falou: ‘Maria!’ Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: ‘Rabûni!’” (Jo 20, 15.16). Estou imaginando esse encontro de Jesus ressuscitado com Maria Madalena. Ela escuta e reconhece a forma inconfundível de Jesus pronunciar o seu nome; experimenta a maior alegria de ter encontrado novamente o amor Daquele que a acolheu exatamente como ela era. Para mim, a vocação religiosa não é outra coisa senão encontrar aquele tesouro precioso pelo qual vendemos tudo. Depois, corremos com alegria para transmitir aos irmãos o grande dom recebido.


Vida religiosa é viver como Jesus, sendo pobre, casto e obediente. Pobre, porque já temos o que precisamos: “... tudo é vosso, mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus.” (1Cor 3,23). Não desejamos acumular riquezas, mas partilhar o que temos com os irmãos. Viver a castidade é viver cada relação na pureza, para não possuirmos nada nem ninguém, para sermos livres, não apegados, e considerarmos tudo um dom. Cada encontro é um dom que reencontraremos na vida eterna. Viver a obediência é aprender com Jesus, que era obediente ao Pai, e com Maria, que disse: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

 

Vida religiosa é entregar a nossa vida a Jesus, porque Ele nos basta. Jesus disse: “... ‘vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus’. Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor’, e contou o que ele lhe tinha dito” (Jo 20,17-18). Essa alegria de ter encontrado o amor pleno é a experiência de muitas pessoas, que reconheceram a voz do Bom Pastor a chamar pelo seu nome: “Segue-me”. Por que ter medo? É Ele que “[me] guia pelo caminho certo, por amor do seu nome.” (Sl 22,3) Também eu recebi o dom de ser chamada a segui-LO e permanecer no Seu amor.

 

“A nossa consagração é antes de tudo ser tomadas pelo amor que o Pai tem para o mundo, para a criação e para cada homem” (Const., 17.1). Assim está escrito nas nossas Constituições, expressando bem o amor que move o religioso, e moveu também a mim a entregar-me a Jesus. Um amor transbordante para a humanidade que alcançou a minha vida. Jesus manifestou durante sua passagem nesta terra o amor do Pai, até o fim, doando a sua vida. É tão profundo olhar para sua paixão, morte e ressurreição, que isso basta e nos impele a anunciar com a vida a grandeza do amor do Pai por cada pessoa, o anseio que Ele tem de vivermos, já, como irmãos.

 

Vem e segue-me – disse Jesus aos seus e o disse também a mim. Esse chamado se repete, hoje, no coração de muitos. É o amor do Senhor que bate à porta e pede algo mais: “Levante-te, minha amada, minha bela, e vem!” (Ct 2,13). É a voz de Jesus que diz àquele que quer segui-LO que o Filho do Homem não tem onde pousar a cabeça, mas promete cem vezes mais irmãos e irmãs e, no mundo futuro, a vida eterna; garante que estará conosco todos os dias até o fim do mundo. Vem a mim trilhando o caminho das bem-aventuranças, concretamente explicitado nos votos de pobreza, castidade e obediência. Nada é para mim, tudo é para Deus, todo o amor é para Ele, que sabe o que é melhor para a minha vida.

 

A relação com o Senhor e com os irmãos pede uma resposta de gratidão e transformação da vida para chegar a Ele com a lâmpada acesa. Um caminho em subida que abre sempre novos horizontes, que faz vislumbrar um novo Céu e uma nova Terra. Pessoalmente foi, e é forte, o chamado à comunhão, a estar com Jesus, a encontrá-LO por meio de sua Palavra e a segui-LO concretamente na vida fraterna com as irmãs, pequeno sinal daquela comunhão que viveremos na Casa do Pai. Para mim, que fui chamada para a vida religiosa na Comunidade Loyola, o amor se expressa na disponibilidade, “não o que eu quero, porém o que tu queres” (Mc 14,36), o que o Senhor quer, o que o coração e o olhar do Pastor enxerga ser o melhor para que o povo que lhe é confiado cresça na comunhão. Hoje, nesta terra e nesta Igreja que o Senhor me doa, continuo aprendendo junto com seu povo e pedindo operários para a sua messe.

 

Ir. Antonella Cavalli e Ir. Giuliana Calci
Comunidade Loyola