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14/08/2018

Matrimônio

-Vocação para o Amor

Matrimônio - Vida Cristã - Arquidiocese de Goiânia

Em tempos de modernidade e discussões sobre o modelo e o papel da família, sobre o valor da vida, vivemos a experiência, às vezes dita ultrapassada, de ser família. Não são poucas as pessoas que encontramos pelo caminho e tentam nos convencer de que o matrimônio é uma aliança falida. Mas nós acreditamos nesse Sacramento de amor, sinal sagrado de Deus em nossas vidas, e que nos faz querer ser melhores a cada dia, consumir-nos um pelo outro. Por isso, é essencial o entendimento da nossa vocação para o amor, para a vida conjugal e familiar.

Somos uma família jovem, nascida em 2014, uma família em construção, com uma filha de seis meses. Como muitos casais, no início de nossa vida matrimonial, sentimos a necessidade de saber a orientação da Igreja sobre sexualidade, paternidade responsável e tantos outros assuntos de interesse familiar que, infelizmente, pouco aprofundamos em tempos de namoro. Fomos direcionados ao Centro da Família Coração de Jesus (CFCJ), onde encontramos apoio, partilha, comunhão, em um grupo de paternidade responsável, no qual pudemos vivenciar o amor de Deus pelas famílias e refletir sobre seu projeto para cada uma delas, a busca da santidade por meio do Sacramento do Matrimônio. Também conhecemos a formação da Pastoral Familiar e, por meio dela, quão grande e bondoso é o amor de Deus por nós. E nossa resposta a esse amor abundante e gratuito deve ser amar, vivendo, assim, a fundamental vocação do ser humano (FC, 11).

O Método de Ovulação Billings (MOB), aprendido no grupo de Paternidade Responsável, nos ajudou a conhecer nosso corpo e tratar de temas como sexualidade e fertilidade. Podemos tratar de alguns problemas de saúde no grupo, entre eles a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), para viver a paternidade e a maternidade. Reconhecemos que o MOB não é somente uma forma lícita de espaçamento dos filhos (nos casos de casais que tenham motivos graves para tal). É uma forma natural de conhecer a fertilidade de um casal, sabendo dos valores morais que norteiam essa indicação, no exercício responsável da paternidade, reconhecendo, plenamente, os deveres para com Deus, nossas próprias famílias e a sociedade (HV, 10). Em nosso caso, por meio do método, e com a graça de Deus, concebemos a nossa pequena Maria Clara, um dom precioso do Pai.

Como afirma o papa Francisco, “o amor conjugal não se esgota no interior do próprio casal” (AL, 165), se expande a um novo dom, a uma doação máxima dos esposos para eles próprios e para os filhos. Com Maria Clara, nossa família vive com mais alegria a sua vocação, certa de possuir mais responsabilidades e desafios, mas com o sinal de plenitude do amor de Cristo por nós.

Família é vocação, uma comunhão de pessoas. Com ela, aprendemos valores, nos catequizamos, perdoamos e somos perdoados, nos amparamos. Onde quem somos vale mais do que o que temos. Mesmo em circunstâncias difíceis, podemos nos sentir amados, acolhidos. Acreditamos na família como o melhor espaço de educação, transformação e manifestação do amor, onde nascem todas as vocações e se praticam as virtudes para o enfrentamento das dificuldades cotidianas, como verdadeira Igreja doméstica.

Família: lugar em que sentimos vontade de ir, de estar, de ficar! É nesse amor que queremos viver com ousadia o projeto de Deus, com nossas dificuldades e misérias, nos colocando a Seu serviço com alegria.

 

Joyce Cristina de Lima e João Paulo Xavier de Melo
Membros da Pastoral Familiar da Arquidiocese de Goiânia Paróquia Santo Hilário