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19/11/2021

Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja e protagonistas na sociedade

Cristãos leigos e leigas,   sujeitos na Igreja e protagonistas na sociedade - Vida Cristã - Arquidiocese de Goiânia

No último domingo do ano litúrgico, quando a Igreja celebra a Festa de Cristo Rei, esta data também foi escolhida, pela Igreja no Brasil, como o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas. Este dia celebrativo do laicato foi evocado desde os tempos da Ação Católica, em décadas que precederam o Concílio Ecumênico Vaticano II. Mas ganhou um novo impulso eclesial quando foi promulgado o decreto conciliar “Sobre o apostolado dos leigos” (Apostolicam Actuositatem). “O Santo Concílio, desejando tornar mais intensa a atividade apostólica do Povo de Deus, volta-se de maneira solícita aos cristãos leigos, cuja responsabilidade, específica e absolutamente necessária na missão da Igreja, já lembrou em outros documentos. Pois o apostolado dos leigos, decorrente de sua vocação cristã, nunca pode faltar na Igreja” (AA, n. [1] 1331).

 

Essa renovação da Igreja reposicionou, ressignificou e “compreendeu o cristão leigo plenamente como membro efetivo da Igreja e não como um fiel de pertença menor ou inferior, a quem faltasse algo da comum dignidade cristã” (CNBB, doc. 105, 2018, n. 17).  Essa nova consciência eclesial, porém, ainda carregava consigo o peso de muitos séculos, quando os cristãos leigos eram considerados inferiores, sem identidade própria, tornados meros ajudantes e ouvintes passivos do clero. Foi uma árdua caminhada para que o laicato se tornasse sujeito na Igreja e no mundo. É por isso que, nas décadas que se sucederam ao Concílio, a Igreja continuou insistindo na necessidade de refletir sobre a vocação e missão dos leigos (Christifideles Laici, 1988), a sua presença decisiva na realidade social e política (Medellín, 1968), o seu reconhecimento como homens e mulheres da Igreja no coração do mundo e homens e mulheres do mundo no coração da Igreja (Puebla, 1979) e protagonistas da transformação da sociedade (Santo Domingo, 1992), com seu lugar eclesial também ministerial (CNBB, doc. 62) e sua imprescindível presença na evangelização (Evangelii Gaudium).Prof. Wolmir Amado

 

Hoje, graças a esse grande esforço eclesial, temos um grande avanço na teologia do laicato, os cristãos leigos e leigas estão articulados entre si (CNLB), participam dos diversos conselhos das dioceses, assumiram a sinodalidade, cresceram na consciência missionária, atuam em todas as pastorais, pertencem aos movimentos eclesiais, assumem a sua fé no cotidiano da vida, lideram nos diversos setores da sociedade, assumem as políticas públicas e as lutas em defesa da vida, buscam a santidade pela sua inserção e transformação do mundo. Mas nem tudo são avanços; há leigos clericalizados, regresso ao tradicionalismo, fundamentalismo religioso, mentalidade antiecumênica, descompromisso social e “é ainda insuficiente e até omissa a sua ação nas estruturas e realidades do mundo, nos areópagos da universidade, da comunicação, da empresa, do trabalho, da política, da cultura, da medicina, do judiciário e outros” (CNBB, doc. 105, n. 39).  Entre luzes e sombras, nem que demore, vamos caminhando firmes, construindo nossa identidade e assumindo nossa missão, como leigos.

 

Durante várias décadas, por ocasião do Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil tem preparado um subsídio especial. Neste ano de 2021, o tema escolhido para essa data celebrativa foi “Testemunhas de Jesus libertador no compromisso com a vida”. Equipes de liturgia e lideranças laicais paroquiais tenham presente essa data e este tema! Padres, membros da Vida Consagrada, ministros da Palavra, nesse dia, recordem-nos em suas reflexões homiléticas e orações. Ajudemo-nos mutuamente em nossa vocação, identidade e missão. Todos somos Igreja, todos somos irmãos! Parabéns a todos os queridos irmãos e irmãs, cristãos leigos e leigas.

 

 Prof. Wolmir Amado