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31/05/2021

Temos consciência da nossa missão de leigos?

Temos consciência da nossa missão de leigos? - Vida Cristã - Arquidiocese de Goiânia

No ano de 2018 encerramos o Ano do Leigo. Será que podemos dizer que entendemos a missão do leigo e o que ela significa na Igreja?

 

O Concílio Vaticano II deixou bem claro algo que, até então, estava meio obscuro para muitos: o leigo tem o sacerdócio comum, adquirido com o batismo e isso lhe traz obrigações e direitos.

 

Temos sempre uma visão muito confusa, esperando que os clérigos (diáconos, padres e bispos) resolvam todo tipo de problema religioso como se fosse só deles a tarefa de converter, ensinar e dar o exemplo. No entanto, digo que nós, leigos, precisamos estar muito mais empenhados nesse serviço. Será que realmente nos esforçamos em nosso sacerdócio comum de batizados ao evangelizar, dar o exemplo e viver o catolicismo no trabalho, na escola, em família e entre amigos? Ou será que pretendemos ser católicos apenas no ambiente da Igreja? Se não estamos sendo católicos e evangelizando a todo momento, não estamos cumprindo com nossa missão primordial de leigos.

 

A União dos Juristas Católicos (Unijuc), bem como tantas associações de leigos que cada vez mais se espalham por aí, surgindo da necessidade iminente que a Igreja, que somos todos nós, tem de evangelizar e espalhar a Boa-Nova, busca exatamente realizar essa tarefa. Afinal, o que significa ser sal e luz do mundo? (cf. Mt 5,13-14). Nós, leigos, estamos sendo sal que dá gosto e tempera o mundo? Somos aqueles que tornam o mundo mais palatável? Ou estamos nos tornando amargurados e fazendo com que o mundo se torne ainda pior conosco? Somos luz que ilumina as trevas, mostrando o caminho seguro, ou saímos por aí quebrando lâmpadas nos caminhos?

 

Não precisamos nem podemos esperar que clérigos façam mais do que é sua função. Não podemos jogar sobre eles uma responsabilidade que é nossa. É nossa a responsabilidade de sair pelo mundo buscando todos para a evangelização. A partir do momento em que todos estão às portas das igrejas, os cuidados sacramentais ficam ao encargo dos clérigos, que têm essa tarefa de cuidar dos leigos. Antes disso, precisamos entender que é nossa função dar testemunho no mundo, sendo sal e luz, tempero e caminho.

 

Sabemos que há lugares em que a camisa, o vestido, o paletó e a gravata entram, mas o clérgima e a batina, não. Esses lugares precisam da presença do leigo consciente de sua responsabilidade, que entende que precisa evangelizar porque é sua função primordial (cf.1Cor 9,16) e sabe que é preciso fazê-lo em todos os momentos, oportuna e inoportunamente (cf. 2Tm 4,2).

 

Em vários momentos e ambientes pode ser constatada essa presença do leigo, em que ele é chamado a exercer seu sacerdócio comum, aquele que recebeu no batismo. Os ambientes públicos, a vida social, a família e a política são alguns exemplos. Alguns desses ambientes e funções são vetados ao clérigo, salvo raríssimas exceções. A política é um deles. Ao clérigo não é permitido se candidatar ou ficar interferindo diretamente na vida política. Sua função é orientar, conforme a Doutrina Social da Igreja, e nada mais. Aos leigos cabe entrar efetivamente na política, com cargos eletivos ou não, ser juízes, advogados, delegados, assessores, engenheiros, professores, odontólogos, médicos, contadores e outras funções que tanto podem contribuir para o Reino de Deus, evangelizando e dando o exemplo.

 

Enfim, a finalidade suprema da Igreja é a salvação das almas. Nós, leigos, precisamos entender urgentemente que somos Igreja e que esse objetivo deve ser o nosso também. Associações de fiéis ajudam muito nesse caminho, mas o seu testemunho de vida no ambiente em que você está fará toda a diferença. Seja cristão e dê o seu testemunho no seu trabalho, na sua escola, na sua família, entre os seus amigos e entre os inimigos também. Evangelize oportuna e inoportunamente, seja sal e luz do mundo. Seja um leigo consciente.

 

Emanuel Jr.
Advogado e atual presidente da Unijuc