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06/08/2019

Fomentar a cultura vocacional é dever de todos

Agosto, mês de conscientização sobre a cultura vocacional

Fomentar a cultura vocacional é dever de todos - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Em agosto, a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional, que neste ano propõe para reflexão o tema “Mostre-nos, Senhor, os teus caminhos”. Ele foi escolhido em consonância com o tema do 4º Congresso Vocacional do Brasil, que será realizado em setembro, abordando a temática “Vocação e discernimento”. Pe. Rodrigo Lacerda Correa, coordenador da Pastoral Vocacional (PV) na Arquidiocese de Goiânia, explica, nesta entrevista, a forma indicada para abordar as vocações neste mês, fala sobre os projetos da PV e a missão de fomentar a cultura vocacional em nossa Igreja particular.

 

1. Por que agosto foi escolhido como mês das vocações?
Em 1981, a CNBB instituiu agosto como Mês Vocacional, procurando incentivar a promoção de uma cultura vocacional em nossa Igreja. Isso significa que todos os fiéis devem tomar consciência de sua responsabilidade para promover as várias vocações.

 

2. Quais são as vocações celebradas em agosto por nossa Igreja, e qual sequência devemos seguir?
Em primeiro lugar, é importante falarmos da importância dessa compreensão ampla da vocação. De fato, muitos ainda pensam que quando discorremos sobre vocação, estamos falando da vocação à vida consagrada e isso não é verdade. Cada um de nós é vocacionado, é missionário. E, por isso, o Mês Vocacional procura celebrar em cada semana uma vocação distinta. No primeiro domingo, celebramos a vocação sacerdotal e os ministérios ordenados, porque esse domingo é próximo à memória de São João Maria Vianney (4 de agosto) e da festa de São Lourenço (10 de agosto), modelos dos sacerdotes e dos diáconos, respectivamente. No segundo domingo, celebramos a vocação matrimonial e familiar, em harmonia com o Dia dos Pais e a Semana Nacional da Família. De fato, o Dia dos Pais nasceu também próximo à uma festa religiosa, porque até 1969, São Joaquim, pai de Nossa Senhora, era celebrado dia 16 de agosto. No terceiro domingo, celebramos a vocação à vida consagrada, tendo como modelo Maria, que tem a Solenidade da Assunção transferida para o domingo após o dia 15 de agosto. Por fim, no quarto domingo, juntamente com o Dia do Catequista, rezamos pela vocação leiga e a diversidade de ministérios em que atuam.

 

Pe. Rodrigo Lacerda Correa3. Qual é o objetivo de uma Pastoral Vocacional na Igreja?
A Pastoral Vocacional numa diocese tem por objetivo incentivar todos os membros desta Igreja a assumir a sua responsabilidade pelas vocações. Em primeiro lugar, o cuidado pelas vocações da Igreja começa no cuidado de cada um pela própria vocação, cultivando sua relação com Deus e com o irmão, discernindo continuamente a voz de Deus em cada situação e procurando testemunhar aos outros a alegria do próprio chamado. Além disso, a Pastoral Vocacional procura cuidar das pessoas que ainda não compreenderam a própria vocação, ajudando-as a buscar e a encontrar a missão que Deus lhe reservou. Isso ocorre pela promoção das orações pelas vocações, na promoção de atividades e subsídios que ajudem a esclarecer os critérios de discernimento vocacional e pelo incentivo de que nas comunidades e famílias se crie um ambiente propício para que as sementes das múltiplas vocações brotem.

 

4. Quais são as iniciativas da Pastoral Vocacional na Arquidiocese de Goiânia? Há uma prioritária?
Desde o início do ano temos um projeto de promoção da cultura vocacional, chamado “Muitas Vocações, uma só Igreja”. Em harmonia com o lema da nossa Arquidiocese (“Muitos membros, um só corpo”, cf. 1Cor 12,12) e inspirado na “Ação Evangelizadora Cada Comunidade uma Nova Vocação”, queremos rezar pelas vocações e evangelizar pelas redes sociais, por meio de testemunhos. Incentivamos que, no início de todos os encontros, reuniões e celebrações da Igreja se reze uma dezena do rosário explicitamente pelas vocações e, se for possível, que, antes das celebrações dominicais, se reze o terço. Além disso, estimulamos que em cada grupo de catequese exista uma capelinha de Nossa Senhora que possa ser levada para casa pelos catequizandos. Estimulados pelos catequistas, incentivarão sua família a rezar junta pelas vocações e partilharão, depois, em grupo, como foi essa experiência. Por fim, o segundo eixo do projeto, que visa ao testemunho, propõe a cada paróquia divulgar as belas experiências da vivência das diversas vocações em nossa arquidiocese, mostrando a todos a alegria que nos dá servir a Cristo.

 

Além do projeto, a Pastoral Vocacional promove o encontro Arquidiocesano de Coroinhas e Acólitos, encontros vocacionais para adolescentes, jovens e adultos, atendimento vocacional pessoal e visitas a paróquias, grupos e famílias. Organizamos os materiais de oração para as duas ocasiões em que rezamos mais intensamente pelas vocações (Domingo do Bom Pastor e Domingos do Mês de Agosto) e promovemos, em todo o primeiro sábado do mês, o terço vocacional no Seminário Santa Cruz. Neste mês de agosto, temos algumas atividades especiais. Além dos encontros vocacionais ordinários, faremos a Romaria Vocacional a Trindade e o primeiro Encontro Vocacional Feminino Arquidiocesano.

 

5. Quais os principais caminhos para fortalecer a cultura vocacional em nossas dioceses, paróquias e comunidades? Como os padres, diáconos, religiosos(as), as comunidades paroquiais e as famílias podem ajudar no despertar de novas vocações?
Eu acredito que viver bem a nossa vocação e estar atentos às necessidades da Igreja e do mundo são elementos fundamentais para a cultura vocacional. A cultura nasce de ações individuais que vão criando impacto e se solidificando. Não podemos esperar que essa realidade brote do céu ou que outra pessoa faça por nós. Se todos nós tomarmos consciência e cada um falar para si mesmo: “Eu sou responsável pelas vocações” já é um passo decisivo para a promoção das vocações. Outro elemento é propor um discernimento e encorajar os que estão com dúvida no próprio caminho vocacional. Não devemos ter medo de propor aos jovens que escutem e obedeçam a voz de Deus, e devemos ter um ambiente propício para que façam com liberdade esse caminho, sem lhes tirar a esperança nem lhes oferecer falsas ilusões.

 

6. O trabalho com os jovens é imprescindível para fomentar novas vocações?
Sim, é imprescindível. Os jovens estão numa fase crucial da vida, de dúvidas e descobertas. Acredito que muitas coisas relacionadas à “crise da juventude” se devem precisamente a uma má compreensão da própria vocação, do sentido da própria vida. Por isso, é muito importante incentivar que, desde a juventude, os cristãos procurem estar atentos ao chamado de Deus para respondê-lo. O atraso nessa proposta pode fazer com que muitos façam escolhas que dificultem ou até impossibilitem de seguir a vontade de Deus.

 

7. Que mensagem o senhor deixa para os jovens sobre vocações?
Eu acredito que o meu caminho vocacional se deve ao incentivo de tantos homens e mulheres que me disseram: “Não tenha medo”. Primeiramente, eu repito o mesmo incentivo: Não tenha medo. Nossa própria fragilidade diante dos desafios do mundo pode nos assustar, mas a graça de Deus superabunda e aparece, especialmente, nos momentos mais difíceis. Vale a pena trilhar o caminho que Deus nos propõe. É uma alegria inexplicável e sutil reconhecer a própria vida como missão, como propósito, e confiar na presença carinhosa e contínua de Deus. Não tenha medo de nadar contra a corrente, de enfrentar os obstáculos e medos que possam aparecer para ter a experiência verdadeira e realizadora de fazer o que deveria ser feito, de estar onde Deus quer que eu esteja.

 

8. De 5 a 8 de setembro deste ano, acontece, em Aparecida (SP), o 4º Congresso Vocacional do Brasil, cujo tema será: “Vocação e discernimento”. Qual a importância desse evento para Igreja no Brasil?
O evento é importante por unir os bispos e promotores vocacionais das várias dioceses, congregações, institutos e novas comunidades, além de membros de vários organismos da Igreja do Brasil ligados ao diaconado permanente, família, vocação leiga, juventude. Será uma oportunidade de avaliarmos juntos a caminhada dos últimos anos, compartilharmos as experiências existentes e refletirmos as perspectivas para o futuro da Pastoral Vocacional no Brasil. Tudo isso será feito em comunhão com a Igreja em todo o mundo, inspirando-se no tema “Vocação e discernimento”, que fez parte da reflexão do último Sínodo dos Bispos.

 

9. Se alguém tiver interesse em colaborar com a Pastoral Vocacional, como deve proceder?
Se alguém tem interesse de colaborar diretamente na Pastoral Vocacional Arquidiocesana, pode entrar em contato conosco pelas nossas redes sociais ou pelo nosso whatsapp e indicaremos o melhor modo de participar neste importante trabalho de nossa arquidiocese.

 

Eliane Borges