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19/07/2019

Os aspectos sociais da Comunicação que nos fazem pensar

A transformação da comunicação impactada pelas relações constituídas para além da linguagem

Os aspectos sociais da Comunicação que nos fazem pensar - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Em conferência ministrada no segundo dia do 11º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), com tema “Comunicação que nos faz pensar”, o jornalista e pesquisador Deodato Rafael Libanio trouxe uma reflexão sobre a forma como nos relacionamos e trocamos informação. Isso é realmente comunicação? Realmente nos comunicamos com as pessoas que convivemos?

 

O palestrante afirmou que a comunicação é uma questão sensível, uma forma de sentir o outro, que está para além da linguagem. Para isso, são analisados três grandes aspectos que cercam o tema, como as problemáticas sociais e tecnológicas, a política (o uso da comunicação para atingir certos fins), a ética da comunicação (o acontecimento comunicacional, algo novo que nos transforma e nos mobiliza).

O pesquisador ressaltou que a comunicação está integrada em nossos afazeres e no mundo cercado por tecnologias e faz parte do nosso dia. A compreensão da comunicação é vista de uma forma diferente dado tal contexto social. O outro está ali, basta enviar uma mensagem no WhatsApp, uma curtida no Instagram. As relações sociais são muito diferentes do que havia a cinco, seis anos. “Criou-se uma concepção, um senso comum de que se comunicar é algo fácil, basta acessar o outro de forma mediada pela tecnologia ou não. Mas será que trocar uma mensagem por WhatsApp é comunicação? Curtir uma foto no Instagram é comunicação? Ler uma notícia no jornal é comunicação?”, questiona Deodato.

 

Esse aspecto nos faz refletir se vivemos num tempo em que muito se preocupa em falar e se expressar e menos em prestar atenção no outro. A troca simbólica e simples, mediada por aparelhos tecnológicos puramente, é comunicação? Para existir comunicação deve existir alteridade para com o outro, estabelecendo um vínculo que o transforma e o faz pensar de alguma forma; e reestruturas suas formas de ser e estar; aí sim acontece a comunicação.

 

A coordenadora arquidiocesana da Pascom de Campo Mourão (PR), Iraci Vieira Costa de Cornélio, assistiu à palestra, com atenção, e revela que vê a experiência de poder dialogar com a temática, uma oportunidade de aprofundar as reflexões sobre a comunicação de forma fiel da doutrina cristã. “No momento em que estamos vivendo um grande volume de informações e, às vezes, não se tem controle do que é veiculado, emergem as Fake News, os compartilhamentos sem critérios, realmente precisamos pensar a comunicação”, afirma.

 

No encerramento da palestra, o pesquisador Deodato Rafael Libanio afirmou que “A real comunicação provoca um antes e depois em nossas vidas. Ela provoca um abalo existencial, transformando nossa forma de nos posicionarmos para o mundo e para o outro”.

 

Texto: Victorio Bastos, estudante de jornalismo PUC Goiás, sob a orientação da professora Bernadete Coelho

Foto: Rudger Remígio