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13/03/2019

Educação Fiscal para uma administração cristã

Reunião Mensal de Pastoral – Março de 2019

Educação Fiscal para uma administração cristã - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

A segunda Reunião Mensal de Pastoral do ano aconteceu no dia 9 de março, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF). A Campanha da Fraternidade foi tema da reunião do mês de fevereiro e, neste mês de março, o destaque foi um tema também ligado à temática da CF, proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “O tema da Educação Fiscal é profundamente cristão. A administração é nossa responsabilidade e serve tanto para a sociedade como para a Igreja, porque nos fornece os alicerces para administrar os dons que nos são dados para o bem dos outros”, disse o bispo auxiliar e coordenador arquidiocesano de pastoral, Dom Moacir Silva Arantes.

 

 A Educação Fiscal visa ao constante aprimoramento da relação participativa e consciente entre o Estado e o cidadão, na perspectiva de uma maior participação social nos processos de geração, aplicação e fiscalização dos recursos públicos. É uma aproximação do cidadão com o governo para entender os rumos financeiros da arrecadação e dos gastos do dinheiro público, fazendo o cidadão assimilar o seu dever de ajudar a sociedade, participando e controlando as entradas e saídas do cofre público.

 

Segundo José Humberto Corrêa de Miranda, coordenador do grupo de Educação Fiscal Estadual de Goiás e assessor do tema na Reunião Mensal de Pastoral, “a sociedade brasileira ainda está distante de realizar o Estado de bem-estar social preconizado na Constituição Federal. Assim, cabe a todos nós atuarmos para assegurar os princípios constitucionais”. Como ele explica, a sociedade tem o direito de fiscalizar se o administrador público está preparado para gerir os recursos que lhe são confiados, de forma a obter o maior proveito social possível.
 

Assessor da Reunião Mensal:José Humberto Corrêa de Miranda

 

Sobre a importância desse tema na Campanha da Fraternidade, José Humberto disse que é indispensável porque ele requer “mudança de atitude para a transformação social e para o bem coletivo”. O assessor afirmou que a Educação Fiscal jamais pode se resumir a uma palestra ou curso. “É um caminho importante e pertinente. A meu ver é o tema mais importante já abordado por uma Campanha da Fraternidade até hoje, porque é uma discussão permanente”, explicou.

 

O assessor destacou ainda que a Educação Fiscal deve ser entendida como um instrumento de disseminação de uma nova cultura cidadã, com alguns pressupostos: conscientização da função socioeconômica dos tributos, gestão e controle democráticos dos recursos públicos, vinculação entre a educação, o trabalho e as práticas sociais, exercício efetivo da cidadania e a dignidade da pessoa humana.

 

Na segunda parte da reunião, houve um momento para perguntas relacionadas ao tema exposto. Em seguida, duas mulheres foram convidadas a falar sobre sua experiência de vida comunitária e seu engajamento na missão evangelizadora da Igreja, em virtude da comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Uma delas foi a irmã Emanuela Melzi, da congregação Ursulinas de São Carlos, e a outra, a leiga Maria do Rosário Rodrigues Bezerra (Da. Zairinha), da paróquia São José, de Goiânia. Esta última também resgatou a grande dedicação e contribuição da senhora Osmarina Fleury, falecida recentemente, para a vida da sua paróquia, Imaculado Coração de Maria.

 

Ao final da reunião, o arcebispo Dom Washington Cruz pediu que todas as mulheres presentes subissem ao palco para serem homenageadas, quando destacou sua importância social, especialmente seu papel na edificação da família cristã e na vida da Igreja.

 

Guilherme Paes
Estagiário, acadêmico de Jornalismo da PUC Goiás