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04/03/2019

Prevenção ao uso abusivo de drogas

Pastoral da Sobriedade da Arquidiocese de Goiânia realizou curso para debater o tema

Prevenção ao uso abusivo de drogas - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

O que é prevenção ao uso de drogas? Por que fazer prevenção ao uso de drogas em Igrejas e escolas? Como fazer prevenção na prática? Esses foram alguns dos temas ministrados durante o curso de prevenção ao uso abusivo de drogas, que aconteceu nos dias 23 e 24 de fevereiro, na Associação Servos de Deus, em Goiânia. Participaram cerca de 90 pessoas.

 

 De acordo com o coordenador do núcleo de formação da Pastoral da Sobriedade na Arquidiocese de Goiânia, Nilson Teles, o evento teve o objetivo de formar agentes de prevenção que devem atuar nas paróquias, comunidades, escolas e demais instituições que lidam diretamente com crianças e adolescentes. “O agente deve identificar o problema onde atuar, estar junto às famílias em que sejam detectados problemas com drogas e acompanhar aqueles que precisam de tratamento”, afirmou.

 

Um dos palestrantes, Júlio Nunes dos Reis, psicólogo e especialista em terapia cognitiva comportamental, disse em entrevista que ações preventivas precisam ser desenvolvidas muito cedo junto às crianças e adolescentes. Ele comentou que não há idade definida para abordar o assunto com crianças e adolescentes, mas ressaltou que é necessário estar atento a sinais. “Não posso definir que há uma idade determinada para falar sobre drogas, mas crianças de 8 ou 9 anos já conseguem ter essa percepção do que é a droga, por causa do assédio que existe a respeito. Quando seu filho chega em casa perguntando o que é droga ou se ele especifica o nome de alguma substância química, essa é a hora de intervir, embora não precise esperar esse momento chegar. Não existe uma idade exata para falar sobre drogas em casa. É muito necessário sempre trabalhar o assunto com as crianças e adolescentes que estão à nossa volta”, explicou. Os temas abordados por ele no curso foram “Como ações preventivas devem ser organizadas” e “Quais são os principais objetivos da prevenção ao uso de drogas?”.

 

Para Irlane Maria dos Santos, professora e colaboradora em uma comunidade terapêutica na Diocese de Rubiataba/Mozarlândia (GO), os temas estudados vieram ao encontro das necessidades de conhecimento acerca do tema de prevenção ao uso abusivo de drogas para que ela e os demais agentes possam estar munidos das ferramentas necessárias para lidar com esse problema social. “Sempre aprimorando conhecimentos sobre o tema, nós desenvolvemos melhor o trabalho, acolhemos famílias, falamos sobre o assunto abertamente e, dentro da comunidade terapêutica, desenvolvemos iniciativas que sejam positivas e que resgatem o ser humano para uma vida social”, afirmou.

 

Estar preparado é sempre necessário para lidar com os jovens. Milton Ferreira Muniz, da Comunidade Luz da Vida, disse que as informações obtidas no curso são bem-vindas para sua atuação nos trabalhos preventivos, seja na Comunidade Terapêutica, seja na sociedade. “O momento em que vivemos é de uma geração muito perspicaz de jovens que têm reflexos rápidos, são interativos; eles têm todas as informações em mãos e nós precisamos estar preparados para realizar o trabalho preventivo e, para isso, precisamos estar mais informados do que eles. Não adianta, hoje, dizer apenas que as drogas fazem mal, porque, na verdade, elas trazem prazer. Precisamos estar preparados para falar sobre as consequências que elas trazem para vida dos jovens e isso foi estudado aqui”, afirmou.

 

 No sábado (23), a Santa Missa, durante o encontro, foi presidida pelo coordenador da Pastoral da Sobriedade na Arquidiocese de Goiânia, padre Paulo Barbosa. A formação terminou no domingo, com a Santa Missa presidida pelo bispo auxiliar e coordenador de Pastoral da Arquidiocese, Dom Moacir Silva Arantes.

 

Fúlvio Costa