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07/02/2019

Catequese Bom Pastor

Método já é uma realidade na Arquidiocese de Goiânia

Catequese Bom Pastor - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Curso para catequistas foi oferecido em janeiro e participantes estão aptos a dar início a turmas de nível I, para crianças de 4 a 6 anos.

Imagine um estilo de catequese em que as crianças aprendem brincando e interagindo. E que a sala de encontros seja totalmente adaptada para suas necessidades de aprendizado, de acordo com a idade. Essa é a Catequese Bom Pastor que, segundo a coordenadora do método no Brasil, Carmen Tieppo, se trata de um apostolado de evangelização da criança, oferecido dos quatro anos até os 13 anos de idade.

 

O curso, para formar catequistas do método Bom Pastor, foi ministrado na Arquidiocese de Goiânia, pela primeira vez, nos dias 15 a 19 de janeiro, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), e contou com a participação de 88 pessoas, sendo metade da Igreja local. A formação do nível I contemplou catequistas ou interessados na catequese para crianças de quatro a seis anos de idade. O nível II é para crianças de sete a nove anos e o nível III para crianças e adolescentes de 10 a 12 anos.

 

Durante toda a semana de formação, os participantes puderam conhecer como nasceu e como é desenvolvida essa catequese baseada no método Montessori. Conforme Carmen Tieppo explicou em entrevista, essa catequese é celebrativa e orante, sem conotação escolástica. “Não é um método escolar da religião, mas uma vivência que vai seguindo todas as fases e necessidades das crianças em cada idade até a adolescência”, explicou.

 

 Os pilares da Catequese Bom Pastor são o Método Montessori, a Palavra de Deus e a Liturgia. A vivência nos encontros é Cristocêntrica, isto é, focada no anúncio de Jesus Cristo, a grande novidade do Novo Testamento. O local em que os encontros acontecem se chama átrio, onde há vários materiais que, junto com os textos bíblicos trabalhados, proporcionam aos catequizandos a experiência concreta do Evangelho. “A criança aprende muito sobre a liturgia, a missa, a palavra de Deus, mas de um modo que ela viva a experiência. Isso diferencia esse estilo de catequese da tradicional porque, enquanto nesta o catequista só ensina e conta histórias, na Catequese Bom Pastor a criança toca, ouve, sente e compartilha a experiência”, afirmou Tânia Maria Braz Braga, coordenadora da Catequese na Paróquia Jesus Bom Pastor, no Jardim Guanabara.

 

Quem fez o curso está apto a abrir um átrio e ministrar o primeiro nível da Catequese Bom Pastor. A iniciação à vida cristã nesta catequese acontece da seguinte forma: as crianças recebem a Primeira Eucaristia e a Crisma no nível II, em consonância com o Diretório Arquidiocesano de Catequese e Iniciação à Vida Cristã. “As crianças da catequese em nível I são inseridas na iniciação à vida cristã; no nível II, elas conhecem sobre questões morais, aprendem sobre o bem e o mal, o certo e o errado; no nível III, elas são inseridas na vida comunitária”, explicou Tânia. Ainda conforme a catequista, as próprias crianças decidem se estão preparadas para receber os sacramentos. “Os catequizandos vivem uma intimidade com Jesus, a ponto de saber se estão ou não preparadas para receber os sacramentos. Por isso, elas mesmas decidem se estão prontas, isso com o auxílio e participação do catequista e do sacerdote”. Na Arquidiocese de Goiânia, apenas duas paróquias, por enquanto, oferecem a Catequese Bom Pastor: Paróquia Jesus Bom Pastor, no Jardim Guanabara, e a Paróquia São Sebastião, no Jardim América.

 Juliana Silva é catequista na Comunidade Nossa Senhora das Graças, da Paróquia Jesus Bom Pastor. Segundo ela, esse estilo de catequese tem sido bem aceito. “As crianças gostam muito e os pais também, porque elas aprendem com a experiência e, mediante esse aprendizado, temos percebido uma transformação das famílias no modo de viver a própria fé”, afirmou. Karlici Nunes Machado, da Paróquia São Sebastião, é mãe de duas crianças, uma de um ano e outra de quatro. Por meio do filho mais velho, ela conheceu a Catequese Bom Pastor e, para acompanhá-lo, decidiu fazer o curso. “Achei muito interessante a junção do método Montessori com evangelização e minha primeira surpresa aqui no curso foi me catequizar, porque é um aprendizado para a vida. É um método eficaz, pois se adapta à linguagem das crianças”.

 

André Luís Borges, da Paróquia Jesus Bom Pastor e da Capelania Militar, também aprova o método. “Neste estilo de catequese, precisamos acreditar na criança e em seu potencial e ter ainda o entendimento de que Deus faz a parte dele no processo de vivência da fé. Isso faz todo o diferencial”, afirmou. O diácono Diêmersom Bento de Araújo fez o curso e aprovou o método. “É interessante e tem eficácia porque as crianças têm um contato de maneira simples com Jesus, o Bom Pastor. O catequizando se reconhece como essa ovelha que é conduzida por Jesus e, então, se sente amada, acolhida e isso, para nós, como Igreja Arquidiocesana, é de suma importância”, declarou.

Fúlvio Costa