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31/08/2021

Chamados a colaborar na missão da evangelização

Chamados a colaborar na missão da evangelização - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Quando o mês de agosto possui cinco domingos, a Igreja celebra, no quinto domingo, o Dia do Catequista. O catequista, segundo o cardeal Orani João Tempesta, em um artigo escrito no ano de 2019, “é aquele que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe”.

 

Em maio deste ano, o papa Francisco instituiu o ministério do catequista na Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio Antiquum Ministerium. Nela, o Pontífice fala sobre a necessidade de reconhecer a presença dos leigos e leigas “que, em virtude do seu Batismo, se sentem chamados a colaborar no serviço da catequese. No Motu Proprio Antiquum Ministerium (n. 3), o papa destaca que não se pode esquecer “a multidão incontável dos leigos e leigas que tomaram parte, diretamente, na difusão do Evangelho através do ensino catequístico”. Ele conta ainda que essas mesmas pessoas foram também, em alguns casos, “fundadores de Igrejas, chegando até a dar sua vida”.

 

Receber o ministério do catequista exige um maior empenho missionário dos batizados. Ele “deve ser desempenhado de forma plenamente secular, sem cair em qualquer tentativa de clericalização”. O Santo Padre explica que, mesmo com a valorização do catequista em seu ministério, não se deve “diminuir em nada a missão própria do bispo – de ser o primeiro Catequista na sua diocese [...] nem a responsabilidade peculiar dos pais relativamente à formação cristã dos seus filhos” (Antiquum Ministerium, n. 5).

 

 

Depoimentos

Rafael Borges tem 24 anos de idade e é catequista no Santuário-Basílica Sagrada Família há 6 anos. Ele se tornou catequista por acaso, quando acompanhou a namorada em uma formação para catequistas. “A coordenação chegou e perguntou para mim: Então, Rafael, você vai ser catequista? Eu, meio que institivamente, disse: ‘eu acho que eu vou’. Eu entendo que naquela hora foi Deus que me chamou para ser catequista. Eu sou catequista porque nós temos que compreender nossa fé, compreender a respeito da Trindade, a respeito de Deus, a respeito da Igreja, porque a Palavra de Deus, em Oséias (4,6), diz: ‘Eis que meu povo se perde por falta de conhecimento’. Muitas pessoas afastam-se de Deus, afastam-se da Igreja porque não a conhecem. Santo Agostinho dizia que nós temos que compreender para crer e crer para compreender. Não tem como nós darmos aquilo que não conhecemos. Então, o papel do catequista é ensinar e mostrar a paixão e todo esse amor que a Igreja tem. Minha missão como catequista é fazer com que as pessoas se apaixonem por Cristo, assim como eu me apaixonei”, explica Rafael.

 

Márcia Cristina tem 48 anos de idade, 30 deles dedicado à catequese. A sua caminhada na Igreja começou aos 12 anos com a participação nos grupos de jovens. Para não parar a catequese neste tempo de pandemia, ela inovou usando os meios on-line para continuar a evangelização. “Foi um meio incrível que nós encontramos para não parar a catequese. A evangelização não pode parar. Então, foi aqui que eu manifestei o meu desejo de estar em contato com os meus catequizandos, que já haviam caminhado comigo por um ano. Eu sou hoje a catequista de crisma deles. É o terceiro ano que eu estou com eles. Para mim, é um grande encontro estar aqui todas as terças-feiras, às 16 horas em ponto, com todos os meus 20 crismandos se preparando para receber o sacramento.”

 

Márcia ressalta que “O dinamismo tem que ser ótimo durante o encontro. Eu pesquiso músicas, vídeos e tudo que está saindo na mídia. No ano passado, eu trabalhei muito Carlo Acutis, que é um jovem santo da Igreja. Eles puderam conhecer esse jovem através da catequese”.

 

Larissa Costa