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08/07/2021

Devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus

“Uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa”

Devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

 

O mês de julho é dedicado ao Preciosíssimo Sangue, que é o sinal da misericórdia redentora de Deus, derramada sobre o mundo mediante a Paixão, a Morte e a Ressurreição do seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Em uma de suas homilias, o papa Francisco explica que “Desde os primórdios do cristianismo, o mistério do amor do Sangue de Cristo fascinou muitas pessoas, inclusive seus santos Fundadores e Fundadoras. Eles cultivaram essa devoção colocando-a como base das suas Constituições, porque entenderam, com a luz da fé, que o Sangue do Redentor é fonte de salvação para o mundo”. São Gaspar del Bufalo foi um grande propagador dessa devoção, tendo a aprovação da Santa Sé. Em 1815, ele fundou a Congregação Missionários do Preciosíssimo Sangue.

 

Em 1849, o papa Pio IX foi exilado em Gaeta durante a Guerra Italiana pela independência. Com o intuito de trazer a paz, ele afirmou que pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue de Jesus. Segundo a tradição, isso aconteceu no final do mês de junho. A Guerra terminou e, então, o papa pôde voltar a Roma. Assim, oficializou a festa para o primeiro domingo de julho. Depois, o papa Pio X fixou a festa para o dia 1º de julho. “Com efeito, importa recordar que, por ordem de Bento XIV, foram compostos a missa e o ofício em honra ao Sangue adorável do divino Salvador; e que Pio IX, em cumprimento de um voto feito em Gaeta, quis que a festa litúrgica fosse estendida à Igreja universal” (Inde a Primis, 7).

 

Na Carta Apostólica Inde a Primis, São João XXIII ressalta a importância do Preciosíssimo Sangue de Jesus: “uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa”. São João Paulo II também reforça essas mesmas palavras na sua Carta Apostólica, em julho de 2001, sobre o valor infinito do Sangue de Cristo: “O Sangue de Cristo é a prova evidente do amor do Pai Celeste por todos os homens, sem excluir ninguém”. Padre José Luiz da Silva, reitor do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, explica também que “Com as palavras do papa São João XXIII, a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus é o desejo ardente de favorecer as almas, a Igreja e o mundo com os favores da divina misericórdia que brota do lado aberto de Jesus na Cruz”.

 

O sangue do sacrifício de Cristo é o sinal do seu amor supremo entregue a nós, para a nossa salvação. Esse sinal, conforme explica o papa Francisco, é uma doação que “repete-se em todas as celebrações Eucarísticas, como nova e eterna Aliança, derramado por todos em remissão dos pecados”.

 

São João XXIII afirma: “Porquanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, com superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares” (Inde a Primis, 10).

 

 

 

O Preciosíssimo Sangue está à nossa disposição

 

- Pela fé: “Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,8-9).

 

- No Sacramento da Confissão: Por meio desse sacramento, Cristo perdoa os nossos pecados e lava a nossa alma com o seu Preciosíssimo Sangue.

 

- Na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. “Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26,27-28).

 

 

Larissa Costa