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15/04/2021

Unção dos enfermos em tempo de pandemia

Unção dos enfermos em tempo de pandemia - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 1527, diz que, “O sacramento da Unção dos Enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que enfrenta as dificuldades inerentes ao estado de doença grave ou de velhice”. Sabendo disso, como a Igreja está lidando com infectados pela covid-19? Pois, como é amplamente divulgado, se trata de uma doença com alto poder de contágio.

 

Segundo o padre Diêmersom Bento de Araújo, responsável pela Pastoral da Saúde, desde o início da pandemia o acesso aos pacientes com covid-19 ficou restrito. “O que nos resta nessas situações é rezar e pedir a misericórdia Divina”, explica. Já, os outros fiéis que se encontram internados e estão sofrendo de outras patologias, quando se há liberação médica e solicitação da família, os presbíteros estão fazendo a visita e concedendo a Unção dos Enfermos. Por isso, esteja sempre em oração constante por aqueles que se encontram infectados por alguma enfermidade. E aqueles que partiram, rezem por suas almas, para que encontrem paz e o descanso eterno.

 

A unção dos enfermos é um dos sete sacramentos da Igreja. Segundo o Catecismo, “A Unção dos Enfermos ‘não é sacramento só dos que estão prestes a morrer. Por isso, o tempo oportuno para a receber é certamente quando o fiel começa, por doença ou por velhice, a estar em perigo de morte’ (II Concílio do Vaticano, Sacrosanctum concilium). ” Desta forma, ele determina ainda que, “Se um doente que recebeu a Unção recupera a saúde, pode, em caso de nova enfermidade grave, receber outra vez este sacramento. No decurso da mesma doença, este sacramento pode ser repetido se o mal se agrava. É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes duma operação cirúrgica importante. E o mesmo se diga a respeito das pessoas de idade, cuja fragilidade se acentua. (§1515)”

 

No parágrafo 1517, o Catecismo explica que, “Como todos os sacramentos, a Unção dos Enfermos é uma celebração litúrgica e comunitária, (II Concílio do Vaticano, Sacrosanctum concilium) quer tenha lugar no seio da família, quer no hospital ou na igreja, para um só doente ou para um grupo deles. É muito conveniente que seja celebrada durante a Eucaristia, memorial da Páscoa do Senhor. Se as circunstâncias a tal convidarem, a celebração do sacramento pode ser precedida pelo sacramento da Penitência e seguida pelo da Eucaristia. Enquanto sacramento da Páscoa de Cristo, a Eucaristia deveria ser sempre o último sacramento da peregrinação terrestre, o ‘viático’ da ‘passagem’ para a vida eterna”. O catecismo ressalva ainda que esse sacramento pode ser concedido apenas pelos bispos ou pelos padres, e complementa no parágrafo 1519, “impõem em silêncio - as mãos sobre os enfermos; rezam por eles na fé da Igreja (Cf. Tg 5,14-15); é a epiclese própria deste sacramento; então, conferem a unção com óleo, benzido, se possível, pelo bispo”.

 

 

Suzany Marques