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30/11/2020

Série Oração do Cristão

Santo Anjo do Senhor, companheiro de todo tempo

Série Oração do Cristão - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

É bastante comum que nas famílias católicas, desde muito cedo, os pais ensinem seus filhos a rezar uma das orações mais fáceis de guardar no coração e na memória: o pedido de intercessão e proteção ao Anjo da Guarda. Culturalmente, relaciona-se o Anjo da Guarda com a figura de um bebê, com asinhas, que protege as crianças. Na verdade, o Anjo da Guarda é destinado por Deus para cuidar do ser humano, não somente na infância, mas em toda a sua história de vida.

 

Provavelmente a oração ao Anjo da Guarda mais conhecida seja: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.

 

A autoria fidedigna da oração é desconhecida. Sabe-se que após o século XI a súplica passou a fazer parte das orações mais rezadas entre os fiéis católicos. Se não sabemos de quem poderia ser a autoria fiel da oração ao Anjo da Guarda, ao menos temos as informações de dois monges beneditinos que, em seus escritos, registram parte do texto, se formulados por eles ou retirados de outras fontes, eis aí a parte que não se pode explicar de forma tão autêntica.

 

Provavelmente tenha sido composta por Santo Anselmo da Cantuária ou Reginaldo da Cantuária (séc. XI), ambos, monges beneditinos. Em regra geral, os dois podem ter tido acesso a algum escrito antigo ou, ainda, um ao escrito do outro. O mais importante é que essa pequena e inabalável oração tenha chegado aos corações e lábios de muitos cristãos.

 

Com o passar do tempo surgiram complementações na oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Eu te dou a minha mão e prometo de coração que por ti me deixo guiar com docilidade, para, no Céu, alcançar a eterna felicidade”.

 

No texto original, em latim, temos fragmentos somente da primeira parte. De toda forma, o complemento ornamenta a prece, brindando o clamor como resposta orante à ação do Anjo da Guarda.

 

Uma outra oração, dedicada ao Anjo da Guarda, surgiu também no século XI e tornou-se bastante conhecida em todo o mundo católico: “Anjo do Senhor - que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião; guardai-me neste dia; iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor. Amém”.

 

Segundo a Sagrada Escritura “os anjos são todos espíritos a serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação!” (Hb 1,14). A palavra Anjo significa “mensageiro”, o que designa a função desses Espíritos puros, isto é, o termo Anjo indica o que ele faz (ser mensageiro), pois todos os Anjos, conforme nos apresenta a carta aos Hebreus, são Espíritos puros, seres celestiais.

 

A existência de Anjos que protegem as pessoas são mencionadas na Sagrada Escritura, por exemplo, quando Jesus fala das crianças (cf. Mt 18,1-2.9-10),  quando o Anjo Rafael se apresenta a Tobias (cf. Tb 12,12), ou ainda, no relato do Anjo que livra Pedro das mãos de Herodes (cf. At 12,11-15), entre outros relatos. Sua tarefa é explícita pelo salmista: “Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos” (Sl 90(91),11).

 

A Santa Igreja Católica ensina que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, que Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé” (CIC 328). Desde o início da vida até a morte, cada fiel recebe a dádiva de ter um Anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida.

 

O dia dedicado aos Santos Anjos da Guarda surge no século XII, com papa Clemente X, sendo estipulada, como atualmente conhecemos, no dia 2 de outubro. Relatos antigos apresentam esboços dessa festa já no século IX d.C.

 

Santos Anjos de Deus, rogai por nós.

 

Pe. Vilmar Barreto