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13/07/2020

Sinos Soarão na Arquidiocese de Goiânia

Momento de Oração pelas Vítimas da covid-19

Sinos Soarão na Arquidiocese de Goiânia - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

O  dia de hoje, 16 de julho ficará marcado na memória da Arquidiocese de Goiânia como a data em que todos paramos para rezar por aqueles que sofreram com as consequências da pandemia do coronavírus. Às 15h desse dia, os sinos de nossas igrejas tocarão suplicando a Deus o conforto para os familiares e a felicidade eterna para os falecidos. Cinco minutos depois do badalar dos sinos, haverá um momento de oração do Terço da Misericórdia e homenagem aos irmãos e irmãs que partiram na esperança da ressurreição.

 

O terço será conduzido pelo bispo auxiliar de Goiânia, Dom Moacir Silva Arantes, direto do Carmelo da Santíssima Trindade e da Imaculada Conceição, em Trindade (GO). O momento será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Arquidiocese de Goiânia. “A expectativa é de que as paróquias e comunidades que possuem os sinos acolham esse chamamento à solidariedade e à oração. Que os sacerdotes e fiéis, neste dia, elevem suas orações em sufrágios das almas dos falecidos e supliquem o conforto das famílias enlutadas”, afirmou, em entrevista, Dom Moacir. Ele ressaltou ainda que as paróquias que não tiverem os sinos poderão reproduzir os sons deles por seu sistema de áudio.

O momento integra o Projeto Somos Um, iniciativa com essência solidária, cujo objetivo é destacar o trabalho já desenvolvido pela Igreja em Goiânia e, a partir da proximidade, do diálogo e do espírito de comunhão com toda a sociedade, potencializar as ações, suscitando o cuidado e a responsabilidade com o outro, a partir do relacionamento entre as pessoas.

 

A data escolhida, 16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo, foi proposital, segundo Dom Moacir, porque a devoção a ela está ligada à busca dos eremitas por oração, que se dirigiram ao Monte Carmelo, na Terra Santa. “A oração é um meio eficaz de colaborarmos não somente com a conversão, mas também com a transformação da realidade”, destacou.

 

Abaixo, reproduzimos, na íntegra, a entrevista com Dom Moacir Silva Arantes, que nos explica o sentido do momento de oração pelas vítimas da covid-19.

 

1 – Por que o badalar dos sinos para dar início ao momento arquidiocesano de oração pelas vítimas da covid-19? Qual o significado dos sinos para a nossa Igreja?
Os sinos, na Igreja, desde o século V, sempre foram vistos como uma forma de comunicação. Era o chamamento para os momentos da vida comunitária dentro dos mosteiros. Depois, começaram a ser utilizados nas paróquias para comunicar os momentos de oração nas igrejas, sobretudo a Santa Missa. Seu som também era utilizado para comunicar as festas da comunidade (repicado e toque mais alegre) e momentos de tristeza, como os funerais. Até hoje, para nós, católicos, os sinos são tocados para chamar nossa atenção para tempos importantes (consagração, presença do Santíssimo Sacramento, a hora da Missa e do Angelus). Existe, inclusive, a bênção própria para sinos de igrejas.

No dia 16 de julho, os sinos, uma vez mais, nos chamarão para um momento de oração; a oração solidária pelas famílias enlutadas que perderam entes queridos vitimados pela covid-19, fazendo também com que as pessoas se lembrem, ao som dos sinos, das vozes que se calaram e não podem ser esquecidas.

 

2 – Qual a expectativa da Arquidiocese com relação à participação das paróquias na iniciativa? E as paróquias que não têm sinos, como podem participar?
A expectativa é de que as paróquias e comunidades que possuem os sinos acolham este chamamento à solidariedade e à oração. Que os sacerdotes e fiéis, neste dia, elevem suas orações em sufrágios das almas dos falecidos e supliquem o conforto das famílias enlutadas. As paróquias que não tiverem os sinos poderão reproduzir os sons deles por seu sistema de áudio.

 

3 – É um momento de rezar juntos, mas também de sofrer juntos? Como a Arquidiocese define esta iniciativa?
A oração de Jesus, realizada na proximidade de sua partida, foi este pedido aos discípulos “Que sejam um”. Não podemos ser solidários apenas com os que conhecemos pessoalmente. Nossa solidariedade não deve esperar o sofrimento chegar à nossa carne para nos dispormos a ir ao encontro dos que sofrem. A pandemia nos chama a um grande movimento de solidariedade diante do sofrimento de toda a humanidade e, principalmente, das pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Pois, se estamos todos enfrentando a mesma tempestade, não estamos todos no mesmo tipo de barco. Alguns estão isolados em grandes barcos tranquilos e outros estão em pequenas canoas e não podem suportar o momento. Sofrer juntos significa sentir em nós a dor do outro e permitir que essa dor, como o samaritano, nos mova para agirmos com misericórdia.

 

4 – Por que Nossa Senhora do Carmo é uma inspiração para este momento?
A data foi escolhida porque a devoção a Nossa Senhora do Carmo está ligada à busca dos eremitas por oração, que se dirigiram ao Monte Carmelo, na Terra Santa. A oração é um meio eficaz de colaborarmos não somente com a conversão, mas também com a transformação da realidade. E esta pandemia nos chama de forma especial à oração como meio de apoiar os esforços médicos, as iniciativas governamentais, confortar as famílias que sofrem, suplicar a cura dos enfermos e a salvação dos que partiram. E lá Nossa Senhora apareceu a um eremita dando-lhe o escapulário como um sinal de aliança com ela para aqueles que não querem se perder nos perigos, querem viver a paz e o amor eterno.

 

5 – A iniciativa nos convida à unidade. É essa a essência do Projeto Somos Um?
O Projeto Somos Um tem em sua essência a busca pela unidade na ação de cuidado com a vida que a Igreja Arquidiocesana realiza através de suas paróquias, de seus sacerdotes, de seus fiéis. Precisamos lembrar que todos são a mesma e única Igreja Particular. É preciso entender que ações isoladas podem produzir frutos, mas sempre serão menores do que os frutos produzidos por ações coordenadas. O projeto procura integrar as diversas frentes de evangelização por meio da ação social e caritativa, apoiando cada ação nas paróquias e incrementando ainda mais aquilo que já acontece, para fazermos, como lembra o papa, “mais e melhor”.

6 – Qual conduta social que a Igreja aconselha neste momento? Concorda com o uso de máscaras, distanciamento?
As palavras de Dom Washington no final da missa do 14º Domingo do Tempo Comum, na Catedral, já apontam a direção. A Igreja entende e apoia a busca da sociedade e de suas estruturas governamentais legítimas por projetos e orientações para preservar a vida do maior número de pessoas possíveis. Por isso, sem renunciar ao seu direito de evangelizar e cuidar, ela acolhe as orientações e procura realizar sua missão a partir delas. Lendo as orientações que a Arquidiocese encaminha após cada novo decreto, pode-se ver que há um apoio reflexivo às orientações sanitárias, como o uso de máscaras, distanciamento social, higienização etc. A Bíblia lembra-nos que Deus também age através da medicina (Eclo 38,1-15) e espera o respeito devido aos médicos e às suas legítimas orientações em vista da cura dos doentes.

 

Fúlvio Costa