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06/04/2020

Os mistérios da salvação vividos em família

Deus nos concede uma SEMANA SANTA em família

Os mistérios da salvação vividos em família - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Todos os anos vamos ao templo, que é a nossa comunidade paroquial para celebrar a Semana das semanas do ano litúrgico. É um tempo especial porque nele revivemos os grandes acontecimentos da história da salvação, isto é, aquilo que move o espírito do Cristianismo o ano inteiro.

 

A Semana Santa é ainda especial e diferente de todas as outras porque nela vivenciamos de forma atualizada a santificação da humanidade pelo mistério Pascal. Por isso, a partir do Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa, devemos nos abster das atividades cotidianas, nos dedicando à celebração dos mistérios, à oração, procurando trilhar com Jesus a Via-Sacra e sentir tudo aquilo que ele sentiu e viveu. Jejum e abstinência também são recomendados para nos mortificarmos diante desses importantes acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

 

Neste ano, de forma muito atípica, talvez nunca vista antes na história da Igreja, não poderemos participar, nas comunidades, das Celebrações das celebrações, que estão contidas na Semana Santa. Mas Deus nos dá a graça de vivê-las de outra maneira que se faz muito especial para a alimentação da Igreja doméstica, que é a família.

 

Orientações pastorais sobre a Semana Santa

Nosso arcebispo, Dom Washington Cruz, em unidade com a Igreja no Brasil, divulgou nesta semana, as orientações pastorais para esta Semana Santa, devido à gravidade da pandemia do coronavírus (COVID-19), que até o fechamento desta edição já tinha infectado 7.031 pessoas e causado 252 mortes em todos os estados, segundo dados das Secretarias Estaduais de Saúde. Goiás tinha 73 infectados e uma morte (dados de 2/04/2020).

 

No conteúdo das orientações, Dom Washington deixa claro: “a Igreja não poderia deixar de dar a sua colaboração, mesmo com sacrifícios e prejuízos para sua ação evangelizadora neste momento”. Ele também orienta todo o povo de Deus a celebrar a Semana Santa, sobretudo o Tríduo Pascal, com amor, fervor e esperança, contando com a participação dos fiéis, mesmo que somente espiritualmente, para tornar esta Semana um tempo de profunda união das famílias (pequenas ecclesias domésticas), formando a grande família eclesial.

 

Abaixo, transcrevemos o conteúdo das orientações do arcebispo, que estão em conformidade com as orientações da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos em Decreto n. 153/20, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em comunhão com as dioceses do Regional Centro-Oeste, e com as determinações do poder público e dos órgãos de Vigilância Sanitária.

 

As celebrações serão, a exemplo do que acontecerá no Vaticano e nas várias dioceses do mundo, sem a presença física dos fiéis ou com uma quantidade mínima em vista da colaboração nas ações litúrgicas. Caminhemos, nesta Semana Santa, trazendo no coração a dor, a solidão, a angústia e o sofrimento do nosso povo, mas com a firme certeza de que, unindo o seu e o nosso sacrifício ao de Cristo, participamos de sua vitória sobre a morte e da redenção da humanidade.

 

Aos padres e fiéis, lembramos que o livreto litúrgico para acompanharem as celebrações estão disponíveis nas paróquias e também no site da Arquidiocese. Com eles, as famílias poderão acompanhar com proveito as celebrações nos meios de comunicação: redes sociais e sites das paróquias.

 

Domingo de Ramos - Os fiéis, dentro de suas possibilidades, manifestem um sinal visível de sua participação na ação litúrgica deste dia. Um sinal externo serão os ramos colocados nas portas dos apartamentos ou nas grades e portões das residências. E um sinal interno será a montagem de um pequeno altar na sala principal da casa (defronte a TV, rádio ou computador – os meios que têm sido utilizados para participar de casa). Sobre o altar colocar o crucifixo, a Bíblia aberta no Evangelho do dia, um pouco de água benta. Será este altar familiar uma extensão do altar da família de Deus que está no templo.

Segunda, Terça e Quarta-feira Santas- Nestes primeiros três dias da Semana Santa, vivamos em torno da Santa Missa e das devoções populares (tornando-se próximos ao sofrimento de Nosso Senhor Crucificado e de sua Mãe Dolorosa).

Sugestão de meditação da Paixão nestes dias

Segunda-feira – a caminhada de Cristo pelas ruas em direção ao Calvário carregando a Cruz, pode-se fazer uma Via-Sacra em família, dentro do ambiente do lar.

 

Terça-feira – a caminhada de Maria à procura de seu filho Jesus pelas ruas de Jerusalém. Pode-se rezar o Santo Rosário, contemplando os Mistérios Dolorosos ou rezar a Coroa de Nossa Senhora das Dores.

 

Quinta-feira Santa – Fica adiada a Celebração da Missa do Crisma com a bênção dos óleos e renovação das promessas sacerdotais para data a ser posteriormente comunicada.

Na Igreja matriz das paróquias seja realizada a celebração da Ceia do Senhor com a omissão do (já facultativo) rito do lava-pés. Omite-se, igualmente, ao término da missa, a procissão do Santíssimo Sacramento, a ser conservado no Sacrário.

 O exercício espiritual para este dia é a Adoração ao Santíssimo Sacramento (seja por algum meio de comunicação disponível) ou espiritualmente mediante a contemplação do mistério da Santíssima Eucaristia.

Lembramos que as Igrejas permanecem abertas para orações individuais.

 

Sexta-feira Santa – Na Igreja Matriz, o pároco e vigários celebrem a Paixão do Senhor, às 15h. Os exercícios espirituais para este dia são: o jejum, a abstinência, a Via-Sacra e a Oração do Terço da Misericórdia, bem como um profundo exame de consciência, seguido de uma Verdadeira Contrição.

 

Domingo de Páscoa - A Vigília Pascal seja celebrada apenas na Igreja Matriz. Omitindo-se o acender do fogo e a procissão. Acende-se o Círio no início da celebração e segue-se o precônio pascal (Exsultet) e a liturgia da palavra. Na liturgia batismal apenas se renovem as promessas batismais e, em seguida, a liturgia eucarística.


As missas do Domingo de Páscoa sejam celebradas solenemente, mesmo na atual situação de exceção.


Um exercício espiritual recomendado é um ato de devoção mariana (a oração do Santo Rosário nos Mistérios Gloriosos e/ou a ladainha de Nossa Senhora), lembrando sua participação no Mistério da Redenção, apontando o triunfo de toda a humanidade, que aceitou o Divino Redentor.

 

 

Gestos Concretos

Recordamos também que neste período somos chamados a dois gestos concretos de caridade que se concretizam em duas grandes coletas.

1 – A coleta para a Campanha da Fraternidade, que tem por objetivo o financiamento de projetos nacionais, regionais e diocesanos que estejam dentro dos objetivos propostos pela Campanha da Fraternidade;

 

2 – A coleta para os Lugares Santos (realizada na Sexta-feira Santa, que neste ano acontecerá no dia 13 de setembro, véspera da Festa da Exaltação da Santa Cruz), que tem a finalidade de auxiliar nos cuidados da Igreja Católica. São comunidades de cristãos pequenas, no meio do Judaísmo e do Islamismo, que necessitam de nossa caridade para ter condições de subsistência e de realização de sua missão na Terra Santa, mantendo a presença cristã viva nos lugares onde Cristo viveu, pregou e morreu. Essas coletas expressam concretamente a caridade no gesto da “esmola” bíblica, penitência quaresmal, que dá sentido ao jejum e à oração quaresmais.

 

Transmissões da Semana Santa na Catedral Metropolitana de Goiânia

Por fim, em suas orientações pastorais, Dom Washington Cruz agradece a toda a Igreja pela compreensão neste período, ao mesmo tempo em que pede que o povo de Deus viva intensamente esta Semana Santa. “Agradecemos a todo o povo de Deus a compreensão e colaboração neste tempo de sacrifícios, renúncias, de profunda conversão e desapego dos próprios interesses e vontades. Agradecemos aos nossos sacerdotes por construírem, mesmo a distância, um novo tipo de presença junto aos fiéis a eles confiados, servindo-os por meio de uma atenção afetuosa e de oração intensa. A Eucaristia celebrada sine populo possui a mesma grandeza, eficácia e importância daquela celebrada com o povo, pois a Eucaristia é unicamente o Santo Sacrifício de Cristo oferecido para a glória de Deus Pai, no Espírito Santo, em favor do povo de Deus, mesmo fisicamente ausente. Vivamos esta Semana Santa com especial fervor na constante busca de conhecer, amar e servir ao Senhor, nos tornando próximos e agradecidos por tudo o que Ele nos deu, nos tem dado e nos continuará dando para o bem de nossas almas e a salvação do mundo inteiro. Deus é bom e não nos abandona!”.

Acompanhe as transmissões ao vivo das missas e celebrações sine populo (sem o povo) pela PUC TV e nas redes sociais da Catedral e da Arquidiocese de Goiânia

DOMINGO - 5 DE ABRIL: 12h às 13h15 – Celebração da Missa de Ramos.

QUINTA-FEIRA - 9 DE ABRIL: 20h às 21h30 – Celebração da Missa da Ceia do Senhor, com lava-pés.

SEXTA-FEIRA - 10 DE ABRIL: 15h às 16h30 – Celebração da Paixão de Cristo.

SÁBADO - 11 DE ABRIL: 20h às 22h30 – Celebração da Vigília Pascal.

DOMINGO - 12 DE ABRIL: 12h às 13h – Celebração da Missa de Páscoa da Ressurreição do Senhor.