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17/09/2021

Em companhia do irmão

Em companhia do irmão - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

O primeiro desses elementos que marca a experiência de Igreja é nosso irmão. O homem não vai sozinho a Deus. Caminha para Ele sempre em companhia, sentindo ressoar na alma a beleza do versículo da Escritura: “Como é bom, como é agradável habitar todos juntos, como irmãos” (Salmo 133[132],1). É necessária uma determinação constante para nos mantermos nessa caminhada, sempre com os irmãos, membros da Igreja. Tomemos como exemplo a convivência no ambiente doméstico, em que as relações entre esposos, pais, filhos e irmãos nem sempre são fáceis. Assim como também não são fáceis as relações pessoais entre aqueles que fazem opção pela vida consagrada, que se integram numa permanente e diuturna experiência comunitária com aqueles que Deus colocou no nosso caminho. Devemos ter consciência de nossas limitações pessoais. Limitações que não nos tornam diferentes, mas profundamente semelhantes àqueles com os quais convivemos. Uma espiritualidade de comunhão deve ser fundada nessa consciência e nas disposições interior e exterior em busca da superação constante de nossas limitações, de considerá-las em sua real, insignificante e relativa dimensão diante da absoluta grandeza da Misericórdia com que somos tratados por Deus. Segundo nos ensinou Jesus Cristo, nosso Irmão Maior, é com essa medida que devemos tratar nossos irmãos.

 

Quantas vezes as dificuldades de relacionamento entre uma pessoa e outra apagam a luz e a alegria que antes existiam entre elas! Essa dificuldade pode se manifestar entre nós pelo juízo incorreto a respeito de quem vive conosco. Pode ser um inegociável apego do coração a si próprio, ou a uma ideia, ou a um bem material ou a uma situação. O apego pode retrair nossa alma, concentrando-nos no próprio eu, na própria vontade e não nos deixar abertos à vontade de Deus, muitas vezes manifestada através do irmão.

 

A misericórdia para com o irmão e a determinação de recomeçarmos a cada tropeço são sentimentos e iniciativas indispensáveis para um saudável cotidiano, caso queiramos tornar nossa casa e nossa Igreja um autêntico lugar de comunhão. Assim, todo desentendimento será superado, toda poeira será retirada. A verdadeira, a inextinguível chama da alegria estará sempre presente, pois essa Alegria é a presença de Jesus em nosso meio.

 

O testamento de Jesus

É bom que reflitamos agora sobre este momento, quando Jesus entregou aos discípulos e a nós o seu testamento, sua última vontade. Um testamento expresso não apenas em palavras, mas em gestos inesquecíveis e exemplares para a nossa vida em comunidade. Aqueles gestos de Jesus devem reforçar em nós o desejo de amar e servir nossos irmãos até o limite de nossas vidas.

 

 

Trecho da Carta Pastoral - “Igreja – casa e escola de comunhão”, de Dom Washington Cruz. A carta pode ser lida, na íntegra, em nosso site: www.arquidiocesedegoiania.org.br