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05/01/2021

Viemos para adorá-lo

Viemos para adorá-lo - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

Queridos irmãos e irmãs,

 

O tempo litúrgico do Natal é rico em celebrações que nos permitem acompanhar o caminho de Jesus durante o tempo de sua infância. Uma das celebrações deste tempo é a Epifania do Senhor, celebrada, este ano, no dia 3 de janeiro. Epifania significa manifestação. O que a Igreja celebra neste dia é a manifestação de nosso Senhor ao mundo inteiro. Depois de ser dado a conhecer aos pastores de Belém, Ele é revelado aos Magos que vieram do Oriente para o adorar. São Leão destaca este ponto em um sermão no qual mostra, na adoração dos Magos, nos primórdios da fé cristã, que aqueles que não faziam parte do povo de Israel vão em busca de seu Salvador.

 

Vale a pena considerar duas lições da visita dos Magos. A primeira diz respeito aos presentes que os sábios deram a Jesus. Muitas culturas católicas preservam a antiga tradição de dar presentes na Epifania e não no próprio Natal. Essa tradição, que separa a celebração do nascimento de Cristo da oferta de presentes a quem amamos, poderia nos ajudar a não criar uma certa confusão de prioridades na qual o nascimento de Cristo acabaria por ser colocado em segundo plano. Esperar para trocar presentes até o dia da Epifania poderia permitir que o Deus Menino ocupasse o centro do Natal.

 

A segunda grande lição dos Magos é que a Verdade, que Cristo é e proclama, deve ser anunciada para todos. A Verdade não é geográfica ou confinada a fronteiras. Os magos são os primeiros não judeus, ou gentios, a adorar a Cristo. Eles nos dizem que o campo missionário de Cristo é o mundo inteiro. Então, a Igreja está para sempre vinculada a ensinar, pastorear e santificar todos os povos.

 

A Igreja é enviada por Jesus para acender o fogo do seu amor nas almas de todas as pessoas do mundo inteiro. Os Magos dão testemunho pessoal da universalidade da Igreja, uma das suas quatro marcas. A Epifania é o início da universalidade das pessoas unidas pela fé em Cristo. Isso pode levar até o fim dos tempos, mas o Cristianismo tem o tempo a seu favor, pois Cristo é também Senhor do tempo.

 

Façamos como os Magos e andemos ao sacrário para adorar o Deus Menino que, na Santíssima Eucaristia, se manifesta ao mundo inteiro ao mesmo tempo que manifesta o amor de Deus. Digamos também nós: viemos para adorá-lo.

 

 

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia