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02/01/2020

Mãe de Deus e nossa mãe

Mãe de Deus e nossa mãe - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

Queridos irmãos e irmãs,

 

No dia 1º de janeiro, primeiro dia do ano civil, celebramos a solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus. Esse dogma de fé foi solenemente proclamado no Concílio de Éfeso, no ano de 431, em que foi confirmada a natureza humana e divina da única pessoa do Verbo em Jesus Cristo e, portanto, a maternidade divina de Maria também foi afirmada. Com essa festa, a conclusão da oitava de Natal é comemorada indiretamente.

 

A solenidade de Maria SS. Mãe de Deus é a primeira festa mariana que apareceu na Igreja Ocidental. Originalmente, a festa substituía uma celebração pagã. Ela começou a ser celebrada em Roma por volta do século VI, provavelmente coincidindo com a dedicação de uma das primeiras Igrejas marianas em Roma, a Santa Maria Antiga, no Fórum Romano. No rito romano, a solenidade é comemorada em 1º de janeiro de cada ano. Antes da reforma litúrgica, a festa era comemorada em 11 de outubro. A origem da data, aparentemente estranha em si mesma e longe do Natal, tem motivos históricos: em 11 de outubro de 431, durante o Concílio de Éfeso, foi definida a verdade da fé da “divina maternidade de Maria”. Assim, em 1931, recorrendo ao XV Centenário do Concílio, o papa Pio XI instituiu a festa litúrgica.

 

Nestório, um herético dos primeiros séculos, ousou declarar: “Deus, portanto, tem mãe? Então, não condenemos a mitologia grega, que atribui uma mãe aos deuses”. No entanto, São Cirilo de Alexandria respondeu: “Se dirá: a Virgem é a mãe da divindade? Ao que nós respondemos: O Verbo vivente, subsistente, foi gerado da mesma substância de Deus Pai e existe desde toda a eternidade. Mas no tempo Ele se encarnou, portanto, podemos dizer que ele nasceu de uma mulher”.

 

Jesus, filho de Deus, nasceu de Maria. É dessa excelsa e exclusiva prerrogativa que derivam todos os títulos de honra atribuídos à Virgem. Na realidade, assim “Maria, filha de Adão, consentindo na palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus, e abraçando com generosidade e sem pecado algum a vontade salvífica de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e obra de seu Filho, servindo ao mistério da redenção sob a sua dependência e com ele, pela graça de Deus onipotente” (Lumen Gentium, 56).

 

Gostaria de convidar todos os irmãos e irmãs de nossa Arquidiocese a consagrarmos nossa vida, a de nossas famílias, de todas as pessoas que amamos, nossa Igreja de Goiânia ao Coração Imaculado da Virgem Mãe de Deus. Que este novo ano nos traga alento e esperança diante de tantos e tão graves problemas que vive a humanidade. Adotemos aquela tríplice atitude sugerida pelo papa Francisco nesta mesma data: deixemo-nos olhar por Maria, deixemo-nos abraçar e ser tomados pela mão. Temos a alegria de ter uma Mãe que nos foi dada por Jesus. Podemos confiar sempre na sua materna intercessão.

 

Desejo a todos um abençoado novo ano, sob as bênçãos e proteção de Nossa Senhora Auxiliadora.

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia