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23/12/2019

Vamos adorá-lo

Vamos adorá-lo - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

Queridos irmãos e irmãs,

 

“E o Verbo se fez carne” (Jo 1,14). Com essas poucas e simples palavras, o evangelista João descreve o mistério que celebramos na Noite de Natal. A Palavra de Deus, o próprio Deus que “estava com Deus” (Jo 1,1-3), tornou-se um homem.

 

Em uma de suas famosas homilias de Natal, São Leão Magno ilustrou a verdade do Mistério que celebramos: “Ele se abaixou para assumir nossa humilde condição sem diminuir sua majestade. Ele permaneceu o que era e tomou o que não era, unindo a verdadeira natureza de um servo com a natureza pela qual ele é igual ao Pai. (...) Dessa maneira, a humildade é recebida pela majestade, a fraqueza pelo poder, a mortalidade pela eternidade” (Sobre o Natal, 2).

 

Ao assumir nossa humanidade, Deus habitou entre nós. Ele não fala mais através dos profetas, mas diretamente através de seu Filho feito homem. Deus, em seu amor, desceu para nós. Por isso, no Natal, celebramos a incrível benevolência divina.

 

Poderíamos nos perguntar: por que Deus quis assumir nossa condição humilde e nossa natureza humana? O evangelista João ainda responde com estas palavras: “Para aqueles que o aceitaram, deu poder para se tornarem filho de Deus: para aqueles que creem em seu nome, que ... nasceram de Deus” (Jo 1,12). A encarnação do Verbo de Deus realiza um projeto pensado desde o princípio na mente de Criador: introduzir cada um de nós na comunhão consigo, participando de sua própria vida, e fazer com que cada um de nós participe da condição divina que é própria do Filho unigênito, que está no seio do Pai. O Verbo se fez carne para que pudéssemos, através dele e nele, nos realizar de acordo com a verdade de nosso ser: nos tornarmos filhos no Filho. Essa é a alegria que nos é comunicada no Natal.

 

Quanta luz emana do berço de Belém! Quanta luz – da graça, do consolo e da salvação – nos traz o Menino Jesus! Deixemos que a luz do Natal ilumine nosso coração e nossa existência; nossas famílias chamadas à santidade do amor esponsal, fiel e fecundo; o valor incomensurável da vida, desde a concepção ao seu fim natural; nossos líderes para que possam, com honestidade e inteligência, guardar e cultivar o bem comum; os doentes que sofrem no corpo e na alma, na busca de um sentido completo da vida, mesmo na dor e no infortúnio; o mundo da escola para que ofereça um serviço educacional que promova crianças e jovens a serem homens e mulheres plenos em Cristo; cada um de nós, relembrando o dever de solidariedade com os pobres e marginalizados.

 

No Natal, cada um de nós deixa de ser “algo” e se torna “alguém”, porque Deus cuida de nós: não um Deus que é uma causa distante do mundo, indiferente ao nosso destino, mas um Deus que se tornou homem e veio morar entre nós.

 

Desejo a todos um Santo e feliz Natal!

 

Dom Washington Cruz,CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia