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08/08/2019

Sinais do Amor do Pai Eterno

Sinais do Amor do Pai Eterno - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

Neste domingo, a Igreja dá início à Semana Nacional da Família. Dediquei a minha última reflexão à importância da família para cada pessoa e para sociedade. Como afirmei, a família nasce da íntima comunhão de vida e de amor fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher e é por meio dessa comunhão de vida e de amor um pelo outro, que eles se tornam pai e mãe. O início desta semana dedicada à família coincide com o Dia dos Pais, por isso, gostaria de refletir, particularmente, sobre esses que com suas esposas-mães constituem o fundamento humano de cada família.

 

Quando chamamos alguém de “pai” dizemos que ele tem um “filho”, que ele é, por geração, origem de outra pessoa. Em relação a Deus, como nos foi legado por Jesus mesmo, a Pessoa que é a fonte e origem de outra Pessoa divina, é chamada “Pai”, e a Pessoa gerada é chamada “Filho”. O homem é imagem e semelhança de Deus e, portanto, deveria, de algum modo, refletir em si mesmo o Criador. Podemos, então, por analogia, afirmar que cada homem-pai, que é origem do seu filho, deveria ser manifestação da paternidade divina, deveria refletir em si mesmo e nas suas ações aquele modo de ser e de agir de Deus, que é Pai.

 

Ao gerar o filho, o pai lhe dá a vida. No sentido biológico, isso se verifica em termos estritos. Em termos vivenciais, o pai dá a vida ao filho pois o traz ao mundo e permite que ele se desenvolva em direção ao seu completo amadurecimento. Por isso, a geração de um filho exige que o pai continue gerando-o na vida, de modo a conduzi-lo à plenitude dela. Sendo Deus a plenitude da vida, então o amor do pai manifesta-se, em primeiro lugar, quando ele conduz o filho a Deus pela transmissão da fé e o coloca nos caminhos do Senhor. Assim, o amor de um pai que dá a vida ao filho deve ultrapassar os elementos naturais, que se referem à vida biológica, projetando-se na direção da vida plena com o Senhor, na eternidade feliz.

 

Em segundo lugar, o pai deveria ser reflexo do amor divino. Deus é amor (Cf. 1Jo 4,16) e age de modo amoroso em relação a todos os seus filhos, a começar pelo Seu Filho muito amado, Jesus (Cf. Mt 3,17). Esse amor se concretiza de formas distintas em cada tempo e lugar, segundo a necessidade do próprio filho. Educar, corrigir, apoiar, manifestar afetos, independentemente do que se faz, o que deveria estar sempre presente é a razão do agir: amar como o Pai Eterno.

 

O amor do Pai, nós o conhecemos através de Jesus, particularmente no mistério da Sua paixão, morte e ressurreição. Por isso, um pai deveria estar pronto a dar a vida pela família e pelos filhos. Isso se torna concreto na labuta diária para sustentar a família, na fidelidade e no amor à sua esposa, que cria no lar o ambiente de amor-comunhão favorável para o nascimento e crescimento dos filhos, na disponibilidade de estar com os filhos e protegê-los não só dos perigos materiais, mas também dos contravalores que ameaçam a verdadeira educação e a amizade com Cristo. Enfim, na oferta gratuita de amor que se revela no desgaste quotidiano em favor da família.

 

Pais, obrigado por tudo que fizeram por nós e por nos terem dado a vida. Vocês são um verdadeiro dom de Deus para nós, seus filhos. Precisamos de vocês, do seu amor, da sua paternidade. Precisamos que estejam à frente de nossas famílias indicando-nos o caminho do Senhor. Precisamos que sejam para nós sinais do amor do Pai Eterno.

 

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia