Onde voce deseja procurar?

  • Arquidiocese
  • Paróquias
  • Clero
  • Pastoral
  • Liturgia
  • Cursos
  • Comunicação

Você está em:

  1. Home
  2. Arquidiocese
  3. Palavra do Arcebispo
  4. Família: Dom de Deus para a pessoa e para a sociedade

05/08/2019

Família: Dom de Deus para a pessoa e para a sociedade

Família: Dom de Deus para a pessoa e para a sociedade - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

A importância e a centralidade da família, em vista da pessoa e da sociedade, é repetidamente sublinhada na Sagrada Escritura. Desde os textos que narram a criação do homem (cf. Gn 1,26-28; 2,7-24), vemos que, no desígnio de Deus, o primeiro casal, homem e mulher, constitui a primeira forma de comunhão de pessoas. Ao mesmo tempo, esse espaço de comunhão delineia-se como lugar primário da humanização da pessoa e da sociedade e berço da vida e do amor.

 

 

O grande valor da família é, em última instância, dado pela encarnação do Verbo de Deus. Jesus nasceu e viveu em uma família concreta, acolhendo todas as características próprias desta vida e conferiu uma excelsa dignidade ao instituto matrimonial, constituindo-o como sacramento da nova aliança (cf. Mt 19,3-9).

 

 

Iluminada pela luz da mensagem bíblica, a Igreja considera a família como a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, e a põe no centro da vida social. Assim, relegar a família a um papel subalterno e secundário, excluindo-a da posição que lhe compete na sociedade, significa causar um grave dano ao autêntico crescimento do corpo social inteiro. Efetivamente, a família, que nasce da íntima comunhão de vida e de amor fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, possui uma própria específica e originária dimensão social, como lugar primário de relações interpessoais, célula primeira e vital da sociedade. Essa é uma instituição divina que, colocada como fundamento da vida das pessoas, é como protótipo de todo ordenamento social.

 

 

A família é importante e central em relação à pessoa, pois nesse berço da vida e do amor, o homem nasce e cresce. Na família, portanto, o dom recíproco de si, por parte do homem e da mulher unidos em matrimônio, cria um ambiente de vida no qual a criança pode nascer e desenvolver as suas potencialidades, tornar-se consciente da sua dignidade e preparar-se para enfrentar o seu único e irrepetível destino. Dentro desse clima de natural afeto que liga os membros de uma comunidade familiar, elevado pelo chamado ao amor-comunhão que nos fez Jesus, as pessoas são reconhecidas e responsabilizadas na sua integralidade, recebem as primeiras e determinantes noções acerca da verdade e do bem, aprendem o que significa amar e ser amado e, consequentemente, o que quer dizer, em concreto, ser uma pessoa.

 

 

Ao mesmo tempo, a família, comunidade natural na qual se experimenta a sociabilidade humana, contribui de modo único e insubstituível para o bem da sociedade. Sendo uma comunidade de pessoas, a família é, pois, a primeira “sociedade” humana com a qual cada ser humano que vem à vida tem contato e onde é inserido. Por isso, uma sociedade à medida da família é a melhor garantia contra toda a deriva de tipo individualista ou coletivista, porque nela a pessoa está sempre no centro da atenção como fim e nunca como meio.

 

 

A partir dessa dupla convicção sobre o papel da família, é mister afirmar que o bem das pessoas e o bom funcionamento da sociedade, portanto, estão estreitamente conexos com uma feliz situação da comunidade conjugal e familiar. Sem famílias fortes na comunhão e estáveis no compromisso os povos se debilitam. Por isso, todos devemos amar e defender a família.

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia