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25/11/2018

Encerramos o Ano do Laicato olhando para o futuro

Encerramos o Ano do Laicato olhando para o futuro - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

Neste domingo, 25 de novembro, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, e Dia do Leigo, estamos encerrando o Ano do Laicato, instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que suscitou inúmeras e significativas reflexões e ações em todo o país, sobre a missão dos leigos e leigas de ser “sal da terra e luz do mundo”. Durante o ano, tivemos como subsídio para estudos e debates o Documento 105 da CNBB, que ressaltou: os leigos são protagonistas da missão evangelizadora da Igreja e sujeitos eclesiais.

A maioria dos cristãos é composta por leigos e leigas e esse povo não está de mãos cruzadas, mas estão servindo ao Senhor. Eles devem ser chamados mais para a frente. Uma das formas é a sua participação nos conselhos pastoral e econômico das paróquias. A formação desses organismos ocorreu depois do Concílio Vaticano II, e hoje esperamos que toda paróquia os tenha. Mas não adianta ter esses conselhos e só o padre tomar as decisões. Temos que ouvir o povo. Ouvir o que Espírito Santo nos diz sobre a renovação da Igreja em nosso tempo, por intermédio do povo de Deus.

Devemos valorizar a experiência dos leigos. Cada qual deve exercer seu sacerdócio batismal. É na vida diária que a gente mostra a face cristã. Em certos mundos, nós do clero, eu bispo mesmo, nunca vamos chegar. Como no mundo da saúde. Quanto bem uma enfermeira pode fazer sendo cristã! Quando estive internado para cirurgia no coração, em São Paulo, em 1999, uma das enfermeiras da UTI manifestou mansidão, a novidade do Senhor para comigo. A sua paciência fez toda a diferença para minha recuperação.

Cristo veio para salvar o mundo. E nós, unidos a Ele, é que podemos trabalhar para salvar o mundo. "A Igreja é para o mundo como a alma é para o corpo". Diante de tantos problemas e divisões em nosso país hoje, por exemplo, o que precisamos é de leigos, que tenham na mente o ideal cristão, presentes na família, na economia, no parlamento. Dizem que a pessoa é muito boa até chegar ao parlamento, depois é engolida pelo sistema. Mas é possível ser diferente. Depois da Terceira Guerra Mundial, três leigos católicos plantaram a semente da união entre os países da Europa, que depois se expandiu e tornou-se uma árvore esplendorosa. E lá havia povos de línguas e culturas diferentes. Imaginem, no Brasil, em que falamos a mesma língua, quão possível é a superação das divisões atuais.

Na Igreja de Goiânia, criamos muitas oportunidades de estudo dos temas relacionados ao Ano do Laicato. Refletimos, avaliamos a nossa prática e nos comprometemos com ações diversas, de acordo com a vocação de cada pastoral e movimento. Mas sabemos que não podemos parar por aqui. Precisamos buscar cada vez mais nossa unidade em torno do projeto de uma "Igreja em saída, a serviço do Reino".

Agradeço de coração tudo o que os leigos e leigas são e fazem nas comunidades da nossa arquidiocese. Peço a Deus que lhes envie as maiores bênçãos e que não esmoreçam diante das incompreensões, minhas e de outros. Não somos comunidades de anjos, mas não desanimem. Que Deus nos ajude!

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia