|

O dia 26 de julho, festa litúrgica de Santa Ana e São Joaquim, é conhecido internacionalmente como o Dia dos Avós. O culto a Santa Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria, está já presente na tradição através dos antigos padres da Igreja e do protoevangelho de São Tiago, apócrifo do século II. Com razão, os avós, como as mães e as esposas, consideram os dois santos patriarcas seus patronos celestes, pelos exemplos de vida conjugal e familiar, vividos no espírito da oração bíblica e no respeito da lei do Senhor.
Os santos avós de Jesus são protetores exemplares e silenciosos da família cristã. Esta festa de gratidão humana é uma ocasião propícia para que os próprios avós possam voltar a se sentir e a ser de fato verdadeiros protagonistas. É um dia de especial agradecimento, um ato de amor, uma ação de graças respeitosa e alegre para suscitar em nossos avós o seu melhor sorriso e o brilho dos seus olhos às vezes cansados pela idade. A figura dos avós, realmente singular na família, é a prolongação da própria existência na vida e na história. É a viva voz que ressoa em todos os lares durante séculos. Embora, às vezes, já pesando os anos, os avós olham com um amor especial a figura e a presença dos netos.
Ao beijar e abraçar com um meigo e imenso carinho aos avós, os netos estão expressando que querem viver juntos sempre. As batidas do coração dos avós são as mesmas pulsadas pelo coração dos netos. Os avós merecem a expressão mais delicada, fina, gentil e carinhosa dos netos. Os netos e os avós unidos nesse amor recíproco são autênticos mensageiros de esperança, alegria, amor e paz. Os avós são ricos em sabedoria, mestres da vida e testemunhas admiráveis. Eles são um fator integrador da vida familiar. Só com a sua presença, sustentam e fortalecem um clima de afetividade, carinho e compreensão e com o seu equilíbrio emocional permitem obter a maturidade na formação dos netos.
Hoje, em muitos ambientes, se tende a considerar os avós como pessoas de segunda categoria, com quem já não se conta para nada. É preciso recordar que é próprio de uma civilização plenamente humana e cristã respeitar, amar e valorizar aos avós, já que eles, apesar do enfraquecimento progressivo de sua força, são parte viva da família e da sociedade. Pode haver um risco de um conflito entre gerações, quando se passa a considerar os avós um peso: ‘custam muito, ocupam espaços da casa, limitam o tempo livre e recordam aos jovens como serão quando anciãos’.
Esses dados têm de influenciar necessariamente a pastoral ordinária de nossas comunidades e paróquias para colocar no devido lugar a figura dos avós. Honrar os avós é como um dever sagrado e uma extensão, cada dia mais justa e necessária, do quarto mandamento da lei de Deus: “Honrarás ao teu pai e à tua mãe”.
|