No dia 11 de junho de 2011, os Animadores paroquiais e os Conselhos dos Vicariatos reuniram-se em Audiência Geral, no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), cumprindo agenda do período preparatório ao Sínodo Arquidiocesano 2012. Padre Rafael Vieira da Silva e padre Antônio Donizeth do Nascimento, da Comissão Central Preparatória (CCP), e os integrantes da Secretaria Executiva Preparatória (SEP) fizeram a assessoria da reunião.
O coordenador sinodal, Padre Rafael, lembrou, no início da reunião, a finalidade geral do Sínodo − revitalizar a fé e a vida cristã de todos os fiéis à luz do Evangelho, ou seja, a renovação da ação evangelizadora. Lembrou, ainda, os seus três objetivos específicos. O primeiro, mergulhar no mistério da Igreja, que implica amar a Igreja e cuidar dela. Para o segundo objetivo, formar discípulos missionários, disse ser fundamental defender e se comprometer com os pobres e dar atenção especial à família e à juventude. Destacou, para esse objetivo, a importância da pastoral vocacional e a urgência de uma pastoral social que “prime pela presença mais comprometida e testemunhal dos nossos católicos nas mais complexas e diversas realidades temporais: política, econômica, laboral, cultural, educacional, midiática, judiciária, de saúde, entre outras” (Carta Pastoral n. 8). O terceiro objetivo, viver a comunhão, trata-se de “profunda e fundamental experiência”, que está na origem do ser Igreja (cf. Carta Pastoral 8, 38). É a comunhão que permite a unidade, característica da nossa Igreja. Para realizar tais objetivos, padre Rafael sublinhou que é necessário ouvir todos, retirar obstáculos, desbravar caminhos novos e somar forças. E que, antes de tudo, é preciso “caminhar juntos”.
Padre Rafael finalizou sua reflexão citando as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE), que, segundo ele, tem como eixos os três ministérios: Palavra, Liturgia e Caridade. Este tripé foi também adotado para orientar a organização do Sínodo Arquidiocesano 2012. Citou, ainda, as palavras do cardeal Dom Odilo Sherer na 49ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida, neste ano. “As DGAE tratam fortemente da nova evangelização e da missão permanente. Aqui no Brasil estamos trabalhando para aprofundar a evangelização para a formação dos católicos através de um processo de iniciação à vida cristã consistente, que ajude nossos fiéis a ter melhor adesão de fé a Jesus Cristo, à Igreja, mediante também melhor conhecimento da própria fé”. O cardeal disse também que “não basta ser batizado e ser analfabeto na religião e na própria fé. Reverter esse quadro é parte do trabalho que estamos nos propondo fortemente nesta Assembleia para o próximo quadriênio aprovando as DGAE no Brasil”.
As 345 contribuições feitas pelas paróquias da arquidiocese, na dimensão da caridade, e que irão fazer parte do Instrumentum Laboris, documento de trabalho que será usado durante o Sínodo, foram, em seguida apresentadas por integrantes da SEP. Elas foram agrupadas, conforme a natureza do assunto, em três segmentos: realidade desafiadora (187), fatos significativos (123) e reflexões sobre o tema (35).
Após a apresentação, passou-se à palavra aberta na qual foram feitas intervenções com a intenção de, segundo padre Rafael, reforçar, corrigir, complementar, esclarecer e aprofundar, entre outras, as contribuições feitas.
A audiência geral foi encerrada com a leitura do calendário arquidiocesano para os próximos meses e da agenda do Sínodo para o 2º semestre.





