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29/01/2018

Ano Nacional do Laicato

Ano Regional da Família: perspectivas pastorais

Ano Nacional do Laicato - Vida Cristã - Arquidiocese de Goiânia

A Igreja no Brasil, neste ano de 2018, se volta para a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas que, assumindo seu compromisso batis­mal, dão testemunho de Cristo nas diferentes esferas da sociedade. Tam­bém o Regional Centro-Oeste dedica este ano à Família, essa que é a insti­tuição base da sociedade e a grande formadora dos cidadãos e cidadãs que atuam no mundo. Podemos per­ceber a profunda conexão existente entre essas duas realidades, visto que todas as vocações, sejam elas sa­cerdotais e religiosas, bem como as laicais, têm sua origem no ambiente familiar.

Costumamos salientar, de forma muito expressiva, as vocações sacer­dotais e a vida religiosa consagrada, como se fossem o único modo de seguimento de Jesus Cristo, esque­cendo-nos que, antes do chamado e da decisão para uma vocação espe­cífica, temos a vocação à vida e a de sermos filhos e filhas de Deus. Esse é um dom que recebemos na força da graça batismal pela qual com Cristo morremos para o pecado e ressusci­tamos com Ele para uma vida nova, buscando a inteira configuração nos­sa com a pessoa de Jesus Cristo, a fim de que não sejamos mais nós que vivemos, mas Ele vivendo em nós, como expressa o apóstolo Paulo.

Os leigos e as leigas são cristãos que, com consciência e convicção, entraram no dinamismo do disci­pulado e da missionariedade de Je­sus, fizeram sua experiência íntima e pessoal com Ele, conheceram o ros­to do Pai e agora são “sal da terra e luz do mundo”, manifestando-O aos demais. Desse modo, eles já não são somente destinatários do anúncio do Evangelho, mas são sujeitos na evan­gelização, já não “estão” na Igreja, mas “são” Igreja, contribuindo em diversas formas de apostolado, não somente dentro do ambiente eclesial, mas também fora desses espaços, no cotidiano da vida, em casa, no tra­balho, na escola, na faculdade, onde quer que se encontrem.

A vocação laical está intimamente ligada à vida familiar. É no ambiente doméstico onde estão, de forma mais acentuada, diversas realidades vi­venciadas pelos leigos. Atualmente, estão surgindo muitas configurações e realidades familiares, algumas são fruto do ajustamento das pessoas às condições existenciais pós-moder­nas, outras são meios de acabar por completo com essa fundamental ins­tituição. O elemento principal que cada um deve analisar é a qualidade de vivência familiar que está tendo. Será que dentro do lar está havendo diálogo, respeito, comunhão, união? Esses são valores tidos como ultra­passados, algumas vezes, e que, no entanto, são indispensáveis para que uma família possa sustentar-se dian­te dos vendavais da vida.

No decorrer deste ano, somos to­dos convidados a perceber a impor­tância do laicato para a vida da Igre­ja e da família para toda a socieda­de, percebendo e assumindo a força transformadora que os cristãos têm no mundo. Com certeza, em todas as comunidades, serão realizadas atividades em vista de comemorar e ressaltar a entrega de tantos irmãos e tantas irmãs que gastam seus dias para que o Reino de Deus aconteça, bem como de uma melhor prepara­ção para o matrimônio e o cultivo de uma autêntica espiritualidade familiar. Você também, caro leitor, pode promover, em sua família, em sua rua, em seu bairro, momentos de reflexão e estímulo para que muitos outros possam entrar nesta gran­de “família de Jesus”, daqueles que permanecem com Ele e o anunciam constantemente a todos quantos vão encontrando nas estradas da vida.

Em âmbito regional, acontecerá, no dia 7 de setembro, a Peregrinação das famílias ao Santuário Sagrada Fa­mília, em Goiânia. E de 7 a 9 de se­tembro, todos estão convocados para o Congresso Regional da Pastoral Fa­miliar, no Centro Pastoral Dom Fer­nando (CPDF), em Goiânia. Muitos outros eventos estarão acontecendo no decorrer deste ano, com o intuito de despertar a importância laical e a espiritualidade familiar. Nesse sen­tido, todos unidos formarão uma só Igreja, missionária e peregrina neste mundo, procurando salgar o que ain­da se encontra insosso e iluminar o que insiste em permanecer nas trevas.

 

Frater Marcos Paulo Nascimento, CSSR
Missionário Redentorista de Fortaleza-CE