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04/12/2017

I Encontro Arquidiocesano de Pastoral da Comunicação

Com o tema Evangelizar é Comunicar a Boa Nova encontro indica caminhos para o trabalho

I Encontro Arquidiocesano de Pastoral da Comunicação - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

 

O 1º Encontro Arquidiocesano de Pastoral da Comunicação foi realizado na manhã do dia 25 de novembro, na Cúria Metropolitana. A equipe organizadora, no âmbito do Vicariato para a Comunicação (Vicom), avalia que foram atingidos os objetivos do evento, de promover a integração das pastorais entre si e delas com o Vicariato para a Comunicação, e de ser momento de formação sobre o papel das Pascons dentro da missão evangelizadora da Igreja. Participaram 85 comunicadores e interessados em atuar na Pastoral da Comunicação, representando 30 paróquias da Arquidiocese de Goiânia.
Dom Levi Bonatto, bispo auxiliar e referencial para a Comunicação na Arquidiocese de Goiânia, participou do encontro com as Pascons, e falou aos presentes na abertura e no encerramento do encontro. Ele disse que ficou muito alegre pela presença de muitos jovens no grupo, dispostos a levar a Palavra de Deus a todas as pessoas. “Comunicar-se com boa qualidade é um desafio hoje, mas a Igreja merece uma comunicação assim. Cada paróquia tem uma realidade diferente, também em termos de recursos humanos e equipamentos para o trabalho, mas façam o melhor que puderem, com os meios possíveis em cada uma”, recomendou.  
Dom Levi ainda refletiu com os comunicadores sobre os reflexos da evolução das mídias sociais nas pessoas, que estão convivendo menos. “Essa dificuldade de convivência sempre aconteceu, talvez por motivos patológicos, pela necessidade de se isolarem, mas agora isso já está demais, tanto que vem requerendo até ações como o Setembro Amarelo, preventivas ao suicídio. Daí a importância de uma comunicação interativa e integradora das pessoas à vida em comunidade”, afirmou.

 

Diretório
O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, publicado pela CNBB (Doc. 99 – 2014), estrutura-se a partir dos documentos da Igreja, dos estudos e pesquisas na área e das práticas comunicativas. Um dos seus capítulos trata sobre a Pastoral da Comunicação e indica o que os bispos do Brasil esperam da Pascom. Como explicou o Ir. Diego Joaquim, que assessorou o Encontro de Pastoral da Comunicação, a perspectiva é de que ela se torne eixo transversal de todas as pastorais das paróquias, para a promoção do diálogo, a participação e a ética cristã, visando sempre criar a comunhão. Aos poucos, ela pode oferecer assessoria à catequese e a outros grupos. “Nós somos os comunicadores da Igreja na dimensão pastoral.  Por isso, a acolhida deveria ser uma preocupação da Pascom e seus membros não devem se isolar no seu jornal e outros meios, mas apresentar-se como alguém com quem se pode contar. Substituir o deslumbramento pelas tecnologias pelo pensar a comunicação na comunidade e para a comunidade, indo além da comunidade”, ressaltou.
Uma analogia feita pelo Ir. Diego é que, muitas vezes, pescamos no aquário ou no pesque e pague, falando para quem já conhece, muitas já acumuladas com outras pastorais. Ele aconselha que a Pastoral da Comunicação busque atingir e envolver o máximo de membros da comunidade, principalmente aqueles que não frequentam a Igreja ou estão afastados. Um exemplo citado foi o Ano da Família e Laicato, instituído pelo Regional Centro-Oeste da CNBB, sobre o qual deve-se perguntar o que a Pascom pode fazer pela família.  Ir. Diego defende que, em vez de fazer propaganda do que é ruim, falando do errado, deve-se falar dos valores da família.
 “As ações de comunicação da Pascom ganham sentido à medida que colaboram com a ação evangelizadora da Igreja. Essa pastoral pode ser articuladora de vida, capacitadora da comunidade para ter uma relação dialógica com os meios de comunicação. Nesse sentido, é importante buscar a integração de pesquisadores e profissionais dessa área, que frequentam as celebrações, para que possam colaborar no desenvolvimento da comunidade. A Pascom tem que existir para a paróquia. O projeto não pode parar quando há troca de pároco ou de um membro.
A Pascom está escrevendo, registrando a história da paróquia, e precisa usar o dom das pessoas mais velhas para o bem. Terá perfil bom para atuar na área aqueles paroquianos que conhecem a comunidade inteira, que tenha compromisso com ela e que seja envolvido com a Palavra de Deus. Afinal, a Pastoral da Comunicação está alicerçada em quatro eixos: Formação, Articulação, Produção e Espiritualidade”, concluiu Ir. Diego. Ele anunciou uma boa notícia, principalmente para as paróquias que ainda não formaram sua comissão de Pascom. Está participando da elaboração de um Guia para implantação de Pascom, que deve ficar pronto em 2018.

 
Mesa-Redonda

Uma mesa-redonda enriqueceu, ainda mais, o 1º Encontro de Pastoral da Comunicação, estimulando a troca de experiências, com a participação do jornalista e religioso, Ir. Diego; do jornalista Elder Dias e do publicitário Tute Correia. O ponto de partida para as discussões foi o questionamento do papa Francisco: Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto de uma Igreja assim?
O jornalista Elder Dias levantou uma questão da comunicação que parece simples, mas que ele considera determinante para que alguém fique ou vá embora de qualquer lugar, principalmente quando a pessoa está indo pela primeira vez:  o jeito de falar. “Um dos papéis mais importantes da Pascom, às vezes, não é ter um veículo, um jornal, um mural ou mudar a forma de dar o aviso na missa. Temos que ter isso, mas, o maior desafio da Pascom é fazer com que aquela comunidade saiba se comunicar, que os ruídos e as diferenças de entendimento diminuam, que a harmonia se faça”, disse.
Outro grande desafio que Elder destaca é trazer para dentro da paróquia os grandes temas relacionados à nossa realidade e os que a Igreja nos convida a refletir. É fazer com que isso ressoe, para que a comunidade tenha unidade com o que pensa a Igreja à qual estamos ligados. “Eu vejo por exemplo na Campanha da Fraternidade, promovida todo ano pela CNBB. Quão grande é nosso envolvimento com a informação, a discussão sobre o seu tema? É só colar o cartaz? Qual o papel da Pascom? E como se comunicar com o seu bairro, para quem não está nas missas, para os não praticantes e para os não católicos? Como os integrantes da Pascom podem trabalhar esse tema e, assim, ajudar nossa Igreja a promover o entendimento da comunidade sobre algo tão importante?”.
Nesse caso, mais do que ter um veículo, publicar em uma rede social pode ter maior ressonância, como criar um grupo de whatsapp.  Se já tem, como podem ser maximizados os resultados? Tudo o que for feito para unificar o nosso trabalho paroquial e comunicar de forma eficiente, é válido, mas não podemos esquecer de levantar quais as necessidades de comunicação da paróquia”, defendeu Elder Dias. Ele citou a parábola dos talentos, enfatizando que “não importa se você tem dez, se tem cinco ou se tem um, o que importa é que você maximize isso, você não pode é esconder, não pode é desistir do desafio de reproduzir o seu talento como Pascom. Devemos contar a história de pessoas humildes integradas na vida da comunidade, para que seu exemplo inspire as pessoas. O meu interesse não pode ser o mesmo das grandes empresas eu não posso reproduzir só aquilo que o pároco fala ou os representantes dos grupos falam. Eu tenho que ir naquele mais humilde da minha comunidade e tentar buscar nele forças que vão mover toda a comunidade pelo exemplo”.
O publicitário Tute Correia (João Batista Martins Corrêa) opinou que faltam nas Pascons conteúdo e discussões sobre temas em voga, de interesse comum, como leis prestes a serem aprovadas, como o caso da PEC que pede a proibição do aborto. Ele questiona porque as comunidades não se manifestam sobre esse e outros assuntos que vão contra os ensinamentos da sua Igreja. “Precisamos nos organizar, enquanto paróquia, para discutirmos e promovermos reflexões. Temos que mostrar a nossa cara, exigir respeito dos políticos e dizer que eles não estão nos representando. E alguém precisa falar em nome da Igreja”, defendeu.
Ao questionamento sobre a desigualdade de espaço que os veículos de comunicação destinam a  pobres e ricos, Tute respondeu que tudo é feito, na mídia, em função da audiência e não dessa divisão. E que, às vezes, a tragédia dá mais audiência do que as coisas boas, a gente vê muito mais coisa negativa do que positiva na mídia, e eles estão sempre de olho na audiência.  É ingenuidade achar que vamos chegar lá com coisas boas e maravilhosas para nós, e vão falar ‘que bom, eu vou cobrir’. Não é assim que acontece.
As empresas cobrem a festa de Trindade, que não é frequentada por ricos e poderosos, é uma festa católica, importante para nós, mas porquê? Porque o governador está lá, porque os prefeitos vão lá, porque tem milhões de pessoas que vão lá. Então, a gente tem que aprender a convidar as emissoras para cobrir coisas que são do interesse delas, ou seja, que possam dar audiência. Nas paróquias, temos dificuldade de apresentar conteúdos e ações que gerem atenção, que entrem na pauta dos veículos”, explicou o publicitário.
Tute Correa ainda aconselha os membros de Pascom a não abandonarem as reuniões, visitas, contato humano, para não se comunicarem somente pelas redes. O contato não é apenas falar, nem encher a caixa do outro de informação, mas, principalmente, ouvir, como destacou.


Programa

O padre Warlen Maxwell, também jornalista, apresentou aos participantes o projeto do Programa Encontro Semanal, que será veiculado pela PUC TV, em breve, com uma proposta de discutir temas que despertem o interesse da comunidade, no âmbito social e religioso, em sintonia com o Jornal Encontro Semanal, da Arquidiocese de Goiânia. Aguardem!

Jornalista Eliane Borges

 

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