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09/11/2017

Dia de Finados

Somos mais que vencedores graças àquele que nos amou

Dia de Finados - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Neste ano, o nosso arcebispo Dom Washington Cruz presidiu a Missa em comemoração a todos os Fiéis Defuntos, no Cemitério Central de Aparecida de Goiânia. A celebração teve início às 8h, e reuniu centenas de fiéis que deixaram suas casas para visitar os túmulos dos seus entes queridos e rezar por eles. “O profeta Isaías falava de alegria: Alegrai- vos, o Senhor prepara um dia lá no monte, uma refeição para todos os povos, para celebrar a sua vitória”, destacou o arcebispo em sua homilia, referindo-se à Primeira Leitura (Is 25,6a.7-9). Com relação à Segunda Leitura (Rm 8,31b-35.37-39), ele enfatizou que “nada no mundo, nem sequer a morte, pode nos separar do amor de Deus”. E continuou: “Tantas tribulações, alegrias na vida devido a luxúrias, paixões dos homens, coisas que nos dão prazer; nada disso nos separa do amor de Cristo”.

Dom Washington presidiu missa às 8h, no cemitério central de Aparecida de Goiânia

Dom Washington ainda citou São Luiz Gonzaga. “Há uma oração no Missal que diz que se não podemos imitar esse santo na inocência, pelo menos devemos imitá-lo na penitência”. Olhando para o cemitério, o arcebispo disse que ali repousam os corpos de muitas pessoas que fizeram da sua vida um dom de Deus; observando os mandamentos do Senhor, contribuíram para o bem da sua cidade e do próximo. “Muitos outros morreram com um ponto de interrogação. A misericórdia de Deus é infinita e ele também é justiça. Um e outro se abraçam e só o Senhor pode julgar”.

O Evangelho (Jo 11,17-27), por sua vez, conforme o arcebispo, falou de fé. “Neste dia, ora de luto, ora de tristeza, ora de nostalgia, a fé nos leva a crer no Filho de Deus que nos amou, que deu a sua vida por mim. Aqui no cemitério, temos o olhar da fé, da esperança, para comemorar, celebrar, orar por todos os fiéis falecidos”, disse. Por fim, ele rezou por todos aqueles que foram esquecidos por inúmeras razões e pediu que essas pessoas não sejam desprezadas. Lembrou ainda porque estávamos celebrando ali. “Hoje celebramos por todos os fiéis falecidos, batizados no Senhor, embora com suas misérias. A todos olhamos com o olhar de esperança. Luz perpétua a todos. Descanso eterno no Senhor. Somos mais que vencedores graças àquele que nos amou. Amém!”.

Purgatório

Às 10h, o bispo auxiliar Dom Levi Bonatto presidiu missa no Cemitério Santana, em Goiânia. “A morte da alma se dá com o pecado”, afirmou. Em sua homilia, ele fez uma profunda reflexão sobre o purgatório. “O papa São João Paulo II nos dizia que a nossa alma não está em um lugar, mas em um estado”. Em seguida, ele explicou: “As almas não purificadas ficam devedoras de Deus. A confissão tira a culpa, mas permanecem conosco as penas, que purificamos com as boas obras, como, por exemplo, rezar o terço, participar da missa, fazer o bem ao próximo”. O purgatório é o tempo de purificação das penas. “Quem falece sem as culpas se salva. Mas o purgatório não é um lugar ruim e as almas que estão lá serão salvas, mas ainda não gozam plenamente da amizade com Deus”.

Dom Levi presidiu missa às 10h, no cemitério SantanaOutro ponto importante explicado por Dom Levi é a devoção às almas. “Precisamos rezar pelas almas do purgatório enquanto estamos neste mundo. As almas, por elas mesmas, não podem mais merecer a salvação, embora verão a Deus quando estiverem purificadas após passarem pelo purgatório. Mas podemos tirá-las do purgatório com os chamados sufrágios, que são as orações, as nossas visitas ao Sacrário; e oferecer as indulgências por elas, conforme nos orienta a Igreja”.

Segundo o bispo, muitas almas já se purificam antes mesmo da morte. “Nos hospitais, muitos doentes passam anos e anos se purificando por meio da sua doença. O período de dor – todo o sofrimento que passam – é uma purificação por essas penas que eles têm. Peçamos a Deus que na nossa hora pulemos o purgatório para que possamos ir direto para o céu”.

Dom Levi citou ainda Lúcia, a pastorinha a quem Nossa Senhora de Fátima revelou o purgatório, há 100 anos. Lúcia perguntou e Nossa Senhora revelou a ela que uma de suas amiguinhas ia para o céu, outra ia passar um tempo no purgatório, e uma terceira ficaria até o fim dos tempos lá. “Com isso, Nossa Senhora nos alerta e nos leva a estarmos vigilantes. Quando chegar o nosso momento, estejamos preparados. Deveríamos viver como se hoje fosse o último dia da nossa vida. Se assim pensássemos, com certeza estaríamos fazendo o bem para o próximo”. A morte, ainda segundo o bispo, é tratada com otimismo pela Igreja. “A morte é a solução para tudo. Nos ajuda a viver a caridade, a fazer boas obras”.

Saudade, gratidão, esperança

Dom Moacir Silva Arantes, também bispo auxiliar, presidiu missa às 14h, no Cemitério Jardim das Palmeiras. Na celebração, ele refletiu sobre os três sentimentos queDom Moacir presidiu missa às 14h, no cemitério Jardim da Palmeiras afloram no Dia de Finados e explicou cada um deles. “Hoje é um dia de saudade, porque recordamos nossa memória e a última lembrança física da pessoa que amamos. Mas a semente é enterrada na terra para brotar na vida eterna”. “A saudade é coisa dos vivos e a tristeza rouba nossas energias, nos mata. Temos que entender que a perda não é o afastamento definitivo”, disse.

A gratidão também aflora, “pela vida que Deus nos concedeu e pela oportunidade de compartilhar tantas experiências bonitas com tantas pessoas”. A esperança também se dá pela vida compartilhada, porque, segundo Dom Moacir, são essas experiências com o próximo que nos levam ao encontro perfeito com Deus. “Estamos neste mundo do momento da fecundação até o último suspiro, para produzirmos o amor até sermos efetivados na graça de Deus”.

 

Fúlvio Costa