Onde voce deseja procurar?

  • Arquidiocese
  • Paróquias
  • Clero
  • Pastoral
  • Liturgia
  • Cursos
  • Comunicação

Você está em:

  1. Home
  2. Comunicação
  3. Notícias
  4. Encontro Nacional da Pastoral Carcerária

10/10/2017

Encontro Nacional da Pastoral Carcerária

O Centro-Oeste é representado por voluntários/as, das Arquidioceses de Goiânia e de Brasília

Encontro Nacional da Pastoral Carcerária - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

No último domingo, dia 8 de outubro, no Santuário Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida/SP, a Pastoral Carcerária Nacional celebrou os 20 anos da Campanha da Fraternidade (CF) de 1997, cujo tema foi “A Fraternidade e os Encarcerados”, e os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Mãe Maria, fazendo ainda memória dos 111 presos massacrados em 1992, na Penitenciária do Carandiru, em São Paulo.

Às 8h, uma Santa Missa foi presidida por Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina/MG, seguida de um encontro no Auditório Padre Noé, no subsolo da Basílica, com a presença de agentes da Pastoral de todo o Brasil, além de representantes de países como Estados Unidos, Quênia, Peru, Argentina, Costa Rica, Austrália, Porto Rico, Líbano, Brasil e Escócia.

A acolhida foi feita pelo padre Valdir João da Silveira, coordenador nacional da pastoral, com palavras de incentivo à missão, mas também de denúncia, sobretudo pela continuada situação de tortura e morte nos presídios, sob a vista indiferente do Judiciário. A irmã Petra Silvia Pfaller, coordenadora nacional para a Questão da Mulher Presa, apresentou dados sobre a quantidade crescente das mulheres presas, e a situação degradante com que são tratadas.

Em 1997, de acordo com o texto-base daquela campanha, a população prisional do Brasil era de 129.169 presos, sendo 96,31% homens e 3,69% mulheres, em sua maioria, 95%, pertencente às camadas mais pobres da sociedade. Passados 20 anos, a situação só piorou: atualmente, mais de 650 mil pessoas estão presas no Brasil (quantidade cinco vezes maior do que em 1997) e o percentual de mulheres encarceradas saltou para 6,5% do total de presos. 

Duas décadas após a realização da CF 1997, a Pastoral Carcerária Nacional, que acompanha o sofrimento dos presos nas masmorras medievais que são as prisões brasileiras, chegou à conclusão de que nenhum modelo de encarceramento é capaz de ressocializar alguém ou ajudar na diminuição da violência na sociedade, e por isso tem difundido e proposto em todo o país a Agenda Nacional pelo Desencarceramento.

O Centro-Oeste participou com expressivo número de voluntários/as, das Arquidioceses de Goiânia e de Brasília.

Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Goiânia