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15/09/2017

Seminário Santa Cruz: História e Itinerário Vocacional

157 anos de fundação

Seminário Santa Cruz: História e Itinerário Vocacional - Notícias - Arquidiocese de Goiânia

Convite

A Arquidiocese de Goiânia convida você e sua estimada comunidade a participar da Celebração Eucarística de dedicação da Capela do Seminário Santa Cruz e em ação de graças pelos 157 anos do Seminário Santa Cruz e 11 anos do Instituto Santa Cruz.

A Celebração acontecerá no dia 15 de setembro, memória de nossa Senhora das Dores, às 9h30, no Seminário Santa Cruz.

Conheça a história do Seminário Santa Cruz

O nosso Seminário Santa Cruz completa, em 2017, seus 157 anos de fundação. É uma data muito importante, porque o Seminário é sempre a realidade mais próxima do coração da Igreja e, em particular, de cada Diocese. O Seminário Santa Cruz tem sido uma instituição muito estimada e tratada com especial carinho, pois consta que nossa Arquidiocese ama e considera seu Seminário como o seu próprio Coração.

O Seminário foi criado pelo decreto imperial datado de 3 de março de 1860. Naquele dia, a liturgia da Igreja celebrava a festa da identificação da Cruz de Jesus Cristo, encontrada nas escavações procedidas por Santa Helena, no monte Calvário. O Decreto foi assinado pelo imperador Dom Pedro II. Dom Joaquim Gonçalves de Azevedo, terceiro bispo de Goiás, inaugurou o Seminário em 6 de janeiro de 1872, em Vila Boa, então capital da província de Goiás. Seu primeiro reitor foi o padre Nicolau de Almeida, com 38 estudantes. Em 1876, esse número subiu para 59 alunos. Nessa época, o Seminário Santa Cruz não recebia somente candidatos ao sacerdócio, mas também outros alunos que queriam aproveitar a qualidade do ensino da instituição.

Em 1879, com a saída de Dom Joaquim para a Bahia, o presidente da província, Luiz Augusto Crespo, suspendeu o pagamento aos professores, o que levou ao fechamento do Seminário. Em 1880, Monsenhor Joaquim Vicente de Azevedo conseguiu reabri-lo. Com a chegada de Dom Cláudio José Ponce de Leão a Goiás, em setembro de 1881, iniciou-se um período de crescente progresso para o Seminário. Com a proclamação da República, em 1889, e a separação da Igreja do Estado, e em virtude da transferência de Dom Cláudio para Porto Alegre, foi trazido para a diocese Dom Eduardo Duarte Silva, que assumiu a Diocese num período de penúria financeira. Dom Eduardo, milagrosamente, conseguiu recursos para transferir o Seminário para Ouro Fino, em 1892.

Por pressões políticas, Dom Eduardo teve de deixar Goiás e passou a residir em Uberaba, na época também território da diocese. O Seminário ficou fechado e o prédio ocupado pelos correios. Com a criação da diocese de Uberaba, em 1906, Dom Eduardo foi nomeado seu primeiro bispo. Em 1907, Dom Prudêncio Gomes da Silva chegou a Goiás e tomou posse da diocese com o claro objetivo de reabrir o Seminário. Em 1911, já estudavam no Seminário Santa Cruz, de forma improvisada, 63 estudantes. Em 1914, os padres do Verbo Divino assumiram a direção do Seminário.

Porém, em 1917, uma nova crise levou o Seminário a fechar suas portas mais uma vez. Dom Prudêncio decidiu vender o prédio da cidade de Goiás para a União, mas não teve tempo de fazê-lo. Morreu durante uma visita pastoral à cidade de Posse, em agosto de 1921. Dom Emanuel Gomes de Oliveira assumiu a diocese de Goiás, em 1923. Com tantas dificuldades financeiras e diante da saída dos padres do Verbo Divino da direção do Seminário, Dom Emanuel decidiu transferir o Seminário para Bonfim (hoje Silvânia), onde funcionou provisoriamente na casa de Dona Joaninha. Em 1941, começaram as aulas no prédio novo, construído numa colina próxima à estação da estrada de ferro, a seis quilômetros da cidade.

Criada a Arquidiocese de Goiânia, Dom Fernando, seu primeiro bispo, iniciou o que era, para a época, o mais audacioso projeto físico e de maior investimento econômico da Arquidiocese: o prédio do Seminário Santa Cruz que abriga hoje o Centro Pastoral Dom Fernando. Durante o período de construção do novo prédio, com o apoio dos frades franciscanos, o Seminário funcionou nas dependências do Colégio São Francisco, em Anápolis, no ano de 1962.

No ano seguinte, todos os seminaristas foram para o Seminário Maria Imaculada, em Brodósqui, na Arquidiocese de Ribeirão Preto. Em 1964, os seminaristas que faziam o ginásio retornaram para Goiânia, para o prédio ainda em construção, funcionando até 1967. A partir daí as atividades de formação do clero ficaram interrompidas até por volta de 1975. Em 1974, por ocasião do jubileu de prata de ordenação sacerdotal de Dom Antônio, foi realizado um trabalho vocacional na Arquidiocese, cujos frutos possibilitaram a reabertura do Seminário. Dom Antônio, então bispo auxiliar, visitou as paróquias da Arquidiocese, falando sobre a vocação sacerdotal. Alguns jovens começaram a procuram Dom Fernando, com a disposição de entrarem para o Seminário.

Em março de 1976, com 18 jovens, teve início a atual experiência do Seminário Maior, oferecendo estudos de Filosofia e Teologia. O próprio Dom Fernando passou a residir com os seminaristas, pois nenhum padre consultado aceitou a tarefa. Funcionava na Rua 19, Centro, no Edifício Dom Abel, primeiro andar, hoje sede da Comissão Pastoral Terra.

Em 1983, o Seminário veio para as suas atuais instalações, no antigo Centro de Treinamento de Líderes; a partir desse ano acolheu os seminaristas do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney. Dom Antônio Ribeiro e Dom Washington Cruz deram continuidade ao serviço de animação vocacional. Em 2006, os seminaristas da Arquidiocese de Goiânia foram para o Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney. Com isso, começou a se idealizar uma ampla reforma do Seminário Santa Cruz. Em 2008, iniciou-se a reforma dividindo-a em cinco etapas, sendo que a última foi a construção da nova Capela do Seminário Santa Cruz.  Também, em 2008, iniciou-se a experiência da etapa “Ano propedêutico”. Desse modo, o primeiro ano dos rapazes que querem fazer uma experiência vocacional para o sacerdócio, passa pelo Seminário Arquidiocesano Santa Cruz e as etapas seguintes realizam-se no Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney.

Desde a sua criação na cidade de Goiás, o Santa Cruz vem desempenhando, ao longo de 157 anos, um trabalho, nem sempre fácil, de formação, preparando homens que se ordenaram padres e outros que seguiram rumos diferentes e que desempenharam tarefas com muita competência.  

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