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24/07/2017

A Fé é dos simples

A Fé é dos simples - Palavra do Arcebispo - Arquidiocese de Goiânia

O dia 26 de julho, festa litúrgica de Sant’Ana e de São Joaquim, pais da Virgem Maria, é reconhecido internacionalmente como o “Dia dos Avós”. Como se trata de um dia de semana, peço aos irmãos padres que façam, no domingo seguinte – o 17º do Tempo Comum (30/07) –, uma celebração especial deste dia, em espírito de agradecimento. Os avós são a prolongação da própria existência na vida e na história. Essa festa de gratidão humana é uma ocasião propícia para que os próprios avós possam voltar a se sentirem verdadeiros protagonistas. Que seja uma festa de agradecimento, um ato de amor, uma ação de graças respeitosa e alegre para fazer arrancar dos nossos avós o seu melhor sorriso e o brilho dos seus olhos. A figura dos avós é realmente singular na família. É a viva voz que ressoa em todos os lares durante séculos.

Olhemos, comovidos, para os nossos avós. Embora talvez cansados pelo peso da vida, olham com amor todo especial a figura e a presença dos netos. Os netos, ao beijar e abraçar com um meigo e imenso carinho os avós, estão a expressar que querem viver juntos sempre. As batidas do coração dos avós são as mesmas pulsadas pelo coração dos netos.

 

“Os netos e os avós, unidos nesse amor recíproco, são autênticos mensageiros de esperança, alegria, amor e paz”

 

Os avós merecem a expressão mais delicada, fina, gentil e carinhosa dos netos. Os netos e os avós, unidos nesse amor recíproco, são autênticos mensageiros de esperança, alegria, amor e paz. Os avós são ricos em sabedoria, mestres da vida e testemunhas admiráveis. Eles são um fator integrador da vida familiar. Eles, só com a sua presença, sustentam e fortalecem um clima de afetividade, carinho e compreensão, e, com seu equilíbrio emocional, permitem obter a maturidade na formação dos netos.

É de se lamentar que hoje, em muitos ambientes, se tenda a considerar os avós como pessoas já acabadas, “descartáveis”, com quem já não se conta para nada, como afirma o papa Francisco. É preciso recordar que é próprio de uma civilização plenamente humana e cristã respeitar, amar e valorizar os avós, já que eles sentem, apesar do enfraquecimento progressivo de suas forças, ser parte viva da família e da sociedade. Celebremos e rezemos por nossos avós.

 

Dom Washington Cruz, CP
Arcebispo Metropolitano de Goiânia